Risco de desabamento: como será feita a retirada da passarela da avenida Júlio César?
Segundo a Prefeitura de Belém, a expectativa é que o laudo conclusivo sobre as causas do problema seja apresentado até o início da próxima semana.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Belém (Seinfra) iniciou na noite desta terça-feira (10) a operação de retirada da passarela localizada na avenida Júlio César, que apresentou risco de desabamento na última sexta-feira (7). Cerca de 100 trabalhadores, entre engenheiros, técnicos e operários, estão mobilizados na ação, que acontece em Belém e prevê a liberação do trânsito às 20h desta quarta-feira (11).
Mesmo com a forte chuva registrada na noite desta terça-feira em Belém, a Prefeitura informou que os trabalhos foram mantidos e seguem normalmente, sem interrupções.
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Interdição e Rotas Alternativas
Para a realização da operação, a avenida Júlio César está totalmente interditada nos dois sentidos, no trecho entre as avenidas Centenário e Pedro Álvares Cabral. A interdição terá duração de 24 horas.
Durante o período de bloqueio, agentes de trânsito orientam os motoristas. Eles também indicam as rotas alternativas para reduzir os impactos no tráfego da região afetada.
Detalhes da operação
De acordo com Arnaldo Dopazo, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Belém (Seinfra), o processo de desmontagem seguirá etapas técnicas. O objetivo é garantir a segurança das equipes e evitar riscos durante a operação.
- O primeiro passo será a retirada do arco da passarela, estrutura que ajuda a sustentar o equipamento. Esta medida é necessária para reduzir o peso total da passarela.
- Em seguida, equipes de soldadores irão instalar chapas metálicas na parte inferior da estrutura, reforçando a sustentação da passarela durante o processo de desmontagem.
- Depois disso, a passarela será seccionada em partes menores, permitindo que os segmentos da estrutura sejam retirados de forma controlada e segura do local.
Estrutura passará por perícia
Após a retirada completa, a passarela será submetida a uma perícia técnica para identificar as causas do problema estrutural. Esta análise é fundamental para entender o que motivou o risco de desabamento.
A perícia será realizada por peritos especialistas contratados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Além disso, peritos da Polícia Científica também irão avaliar a estrutura danificada. O objetivo é investigar se o risco de desabamento foi provocado por problemas relacionados ao solo. A passarela está construída sobre uma área de canal, o que pode ter influência.
Outra linha de investigação é se o incidente pode ter ligação com um acidente ocorrido em outubro do ano passado, quando uma carreta ficou presa na estrutura, comprometendo sua integridade.
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