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Rabo do Peru não desfilou, mas distribuiu sopão para os brincantes

Distribuição de alimento foi realizada no horário em que a concentração do bloco ocorria em anos anteriores

Dilson Pimentel

Sem Carnaval este ano, os brincantes do bloco Rabo do Peru, de Icoaraci, só puderam manter parte da tradição: participar do famoso sopão de mocotó. Até o ano passado, os foliões recarregavam as energias com essa alimentação e, depois, saíam às ruas do distrito. Em 2020, segundo as estimativas oficiais, o Rabo do Peru levou aproximadamente 200 mil pessoas às ruas durante o desfile, que sempre ocorria na Quarta-Feira de Cinzas. A distribuição do “sopão do Peru” foi feita nesta quarta, começando pela manhã, e mantendo os devidos cuidados sanitários, como fez questão de ressaltar o presidente do bloco, Marcos Moraes. Este ano o Rabo do Peru completa 26 anos de existência.

Júnior da Silva Gouvea, 30 anos, técnico em manutenção de celular, desfila no bloco desde a sua fundação. “A gente fica agoniado... Aquela vontade de poder estar na avenida desfilando”, disse. Ele aproveitou para saborear a sopa. “Estava maravilhosa”, afirmou. “Ele (o presidente do bloco, mais conhecido como Marquinho) faz e a irmã (Leia) distribui. E todos os anos a gente vem para tomar a sopa e sair na avenida”, afirmou.

"Não vamos deixar o carnaval morrer dentro da gente", diz a musa do bloco, Mandara Sirley (Thiago Gomes/O Liberal)

"O Carnaval está dentro de cada um de nós", diz musa do bloco

A instrumentista e modelo Mandara Sirley, 30 anos, foi escolhida para ser, este ano, a musa do bloco. E falou sobe o fato de não poder desfilar. “É um motivo da gente repensar tudo o que está acontecendo, mas não deixar o espírito carnavalesco morrer dentro da gente. O Carnaval está dentro de cada um de nós”, disse. “A distribuição da sopa é tradicional e não poderia faltar este ano”, completou.

Presidente do bloco, Marcos Moraes começou a preparar o sopão no domingo (14). Ele disse que a distribuição obedeceu todos os protocolos e distanciamento social. E a sopa foi servida em vasilhas descartáveis.  “A sopa é colocada em vasilhas descartáveis e as pessoas passam e vão levando. Não vai haver nem música. Não vamos fazer aglomeração. Sabemos do momento difícil. E nós, como formadores de opinião, devemos zelar pela saúde dos outros e a minha também”, afirmou. “Sou do grupo de risco. Tenho 67 anos. A gente tem que se cuidar. Isso aqui é um compromisso do povo. Esse é um momento super difícil. Essa pandemia ainda não passou totalmente”, afirmou.

 

Belém
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