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Procura por sombrinhas é baixa no comércio de Belém

Mesmo com as chuvas fortes do últimos dias, vendedores afirmam que movimento só deve melhorar em janeiro

Eduardo Laviano

As chuvas que estão provocando alagamentos em Belém no mês de novembro ainda não despertaram no consumidor o desejo de comprar sombrinhas. Basta passar pela rua João Alfredo, no bairro da Campina, para ver que poucos comerciantes estão vendendo guarda-chuvas. Miguel Vinagre vende os objetos há quatro anos e conta que é um empreendimento sazonal. "De janeiro a março a gente ganha mais. Essas chuvinhas de outubro e novembro não assusta quase ninguém, mas mesmo assim se cai a chuva tem gente que para e compra. O negócio é que para logo depois", brinca ele, ao falar que o clima de Belém é "sacana".

Quando a diarista Virgínia Sousa parou na barraca do seu Miguel, ela pensou bem no tamanho de sombrinha que levaria. "É porque a gente compra na rua sem pensar no tamanho da bolsa, né? Eu tenho uma grandona mas essas pequeninas que salvam a gente na hora que cai o toró", conta ela. Os preços variam entre 15 e 20 reais, mas Virgínia lembrou que a medida que o inverno amazônico avança, as sombrinhas vão ficando mais caras. "Na verdade eu vim para comprar outra coisa, mas aproveitei para levar logo antes que aumentem o preço", disse. 

Pela avenida Presidente Vargas não faltam vendedores que estendem os guarda-chuvas no chão. O farmacêutico Antônio Melo comentou que compra muita sombrinha. O motivo? "Sou campeão de esquecer nos lugares. Se for no ônibus então, já deixei umas cinco", conta rindo. Ele costuma a andar muito a pé e, por isso, considera a sombrinha indispensável. "Mesmo se for fraca, já molha a camisa e aí estar com ela na mochila evita de chegar mal arrumado no trabalho", recomenda. Cláudio Silva, que vendeu a sombrinha para ele, conta que a procura não está alta, mas que já está melhor que meses atrás. "A pandemia foi acalmando e o dinheiro do auxílio caindo e as vendas melhoraram, mas vão melhorar mais ainda", prevê.

Virgínia e Antônio fizeram uma boa escolha levando os guarda-chuvas antes do ápice do período chuvoso. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade afirma que o resfriamento das águas do oceano Pacífico com o aquecimento do oceano Atlântico está causando chuvas curtas porém intensas em Belém desde o fim de outubro. A expectativa é de que chova 200mm até dezembro, um índice pluviométrico acima da média para o período.

Palavras-chave

Belém
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