Prefeitura de Marituba propõe que aterro só receba lixo gerado localmente

Posicionamento foi definido em audiência pública nesta sexta-feira (15)

Redação Integrada

A partir do dia 31 de maio, o Aterro Sanitário de Marituba somente passaria a receber lixo coletado em Marituba, e não mais o proveniente de Belém e Ananindeua, até que esses os três municípios conseguissem outro local para a destinação final dos detritos. Essa proposta foi apresentada pela Prefeitura de Marituba, nesta sexta-feira (15), durante audiência pública na Câmara de Vereadores do município, requerida pela vereadora Chica, a partir de reivindicação do Fórum Permanente Fora Lixão de Marituba. A proposta tem apoio da Câmara e do Fórum.

A empresa Guamá, gerenciadora do Aterro Sanitário de Marituba, já anunciou que vai encerrar as atividades no local a partir de 31 de maio, por esgotamento da capacidade operacional do complexo. No entanto, a proposta da Prefeitura tenta contornar o problema da falta de um local para recebimento do lixo gerado nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba caso as atividades do aterro sanitário de Marituba encerrem.

As informações foram repassadas por Júnior Vera Cruz, integrante do Fórum Permanente Fora Lixão de Marituba. "O nosso questionamento, colocado na audiência pública, é sobre a destinação que será dada ao lixo produzido em Marituba quando o aterro fechar, em 31 de maio?", questionou.

Vera Cruz informou que os representantes do Fórum vêm mobilizando a população e autoridades do município a participarem de uma manifestação programada para o dia 31 de maio, em frente ao aterro sanitário. "Queremos convencê-los a reforçar o nosso objetivo, que é não mais permitir que o lixo produzido em Belém e em Ananindeua seja depositado no local a partir de junho, somente os resíduos gerados em Marituba, até como compensação pelo prejuízo causado pelo lixão aos moradores da cidade", afirmou.

Na audiência pública, o Ministério Público alertou para os riscos da permanência do lixão ao meio ambiente e sobre a necessidade de se buscar uma solução para o problema.

DEBATES

O Fórum Permanente Fora Lixão de Marituba programou uma série de audiências públicas sobre a temática do aterro sanitário. Na terça-feira (19), haverá a segunda delas, às 9 horas, na Câmara Municipal de Ananindeua; no dia 21, às 14 horas, haverá outra na Câmara Municipal de Belém, e, no dia 25, às 9 horas, a quarta audiência, na Assembleia Legislativa do Estado.

A proposta de que o aterro de Marituba passe a receber apenas o lixo gerado no município foi apresentada pela Prefeitura nesta sexta-feira (15), durante audiência pública na Câmara de Vereadores. (Divulgação)

 

Segundo Júnior Vera Cruz, o Aterro Sanitário de Marituba passou a funcionar em 2015, substituindo o Aterro Sanitário do Aurá, em Ananindeua. O local recebe cerca de duas mil toneladas de lixo/dia proveniente dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, perfazendo 40 mil toneladas/mês.

"Nós não queremos o lixão de Marituba porque está localizado em um local inapropriado, como atestaram o IML e o Ministério Público de Marituba. O lixão provoca doenças, mau cheiro e atinge o meio ambiente com o chorume (líquido poluente originado da decomposição de detritos) para o lençol freático", esclareceu Vera Cruz.

Belém