Políticos, instituições e órgãos do Pará lamentam a morte do arquiteto Euler Arruda
Urbanista morreu neste sábado (30/5), vítima de um infarto
Políticos paraenses, organizações civis e órgãos públicos do Pará manifestaram pesar pela morte do arquiteto urbanista, engenheiro civil, museólogo, ambientalista e professor Euler Arruda. Entre as entidades que se manifestaram está a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará (ADUFPA). Euler era professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e um dos responsáveis pela criação do curso de Museologia da Universidade.
Veja mais
Na nota, a Adufpa ressaltou que o arquiteto deixou uma contribuição inestimável para a formação acadêmica e para o fortalecimento das áreas da arquitetura, do urbanismo, da preservação do patrimônio e da museologia no Pará. “Sua partida representa uma grande perda para a comunidade universitária paraense. Permanecerão vivas as lembranças de sua competência profissional, seu compromisso com a educação pública e sua contribuição para gerações de estudantes e pesquisadores”.
O Laboratório de Tecnologia das Construções (LABTEC) manifestou pesar pela morte do urbanista, que era pai do professor e membro da instituição, Euler Arruda Júnior. “O arquiteto e museólogo Euler Arruda destacou-se por sua brilhante contribuição profissional e acadêmica em defesa do patrimônio cultural do Estado do Pará”, enfatizou.
A perda também foi lembrada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. “Arquiteto projetista de reconhecida competência, Professor Euler dedicou sua vida à construção de uma arquitetura comprometida com a qualidade dos espaços, a identidade cultural e o desenvolvimento urbano. Seu vasto conhecimento sobre a história da cidade e seu incansável trabalho em defesa do patrimônio edificado fizeram dele uma das mais respeitadas referências na preservação da memória arquitetônica e urbanística de Belém”, diz a nota da instituição.
“Como docente, exerceu com excelência a missão de ensinar, inspirar e formar gerações de arquitetos e engenheiros, transmitindo não apenas conhecimento técnico, mas também valores éticos, sensibilidade cultural e compromisso com a sociedade. Sua atuação em sala de aula e em diversas iniciativas acadêmicas contribuiu decisivamente para a formação de profissionais que hoje dão continuidade ao legado de dedicação e amor à profissão que ele sempre cultivou”, acrescentou.
Para o Conselho Regional de Museologia da 1ª Região (Corem-1R), a trajetória de Euler Santos Arruda, que já presidiu a entidade, se confunde com a história dos museus e da defesa do patrimônio cultural no Pará e no Brasil.
“Professor da UFPA e grande militante do patrimônio, foi responsável pelo tombamento de diversos bens culturais. Além da docência, compartilhou seu saber em inúmeros cursos e publicações, formando gerações de profissionais. Foi o 1º diretor do Museu Histórico do Pará; colaborou na criação dos museus da Santa Casa de Misericórdia e do Marajó; integrou a comissão de implantação do Museu da UFPA (1981-1985) e representou o estado no Sistema Nacional de Museus. O ápice de sua luta concretizou-se em 2009 com a criação do Bacharelado em Museologia da UFPA (pelo qual lutava desde 1985)”, destaca a nota do Corem.
O senador Jader Barbalho também lamentou a morte de Euler Arruda e lembrou que o arquiteto foi responsável pelo projeto de construção do Centur em seu primeiro mandato. “Minha solidariedade aos familiares, amigos e que Deus o receba na sua imensa glória”.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA