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Tendência nas redes sociais, festivais de tortas conquistam público em Belém

Eventos reúnem variedade de sabores, atraem filas e ampliam experiências gastronômicas na capital

Thaline Silva*

O avanço das redes sociais como vitrine de tendências tem impulsionado novos formatos de negócios no setor gastronômico, indo além dos conteúdos virais e alcançando impacto direto no consumo. Em Belém, uma dessas tendências ganhou força em 2025 e segue em expansão: os festivais de tortas. Inspirado em movimentos semelhantes observados em outras cidades do país, o modelo combina variedade de sabores, experiência coletiva e vendas em grande volume, atraindo público e abrindo espaço para empreendedores locais.

image Isabelle Silva conta que viu a proposta circulando no Instagram em outras regiões do país (O Liberal/ Claudio Pinheiro)

A popularização dos festivais de tortas em Belém está ligada ao ambiente digital. A confeiteira Isabelle Silva conta que identificou o formato por meio do Instagram, onde a proposta já circulava em outras regiões. “Percebi que essa nova modalidade estava ganhando fama em outras cidades. Em Belém já tinha algumas doceiras fazendo, mas no meu bairro ainda não existia, então pensei em investir”, afirma.

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A percepção de oportunidade também foi compartilhada por Jéssica Dalmacio, que destaca o crescimento da demanda em nível nacional. “Os festivais estão tendo uma procura absurda, e ao mesmo tempo ainda existe pouca oferta. A gente enxergou nisso uma grande oportunidade de crescimento e aumento de faturamento”, explica.

Já Andrezza Guerra aponta que o formato surgiu como uma forma de tornar o consumo mais acessível. “Muitas pessoas queriam provar vários sabores, mas ficavam limitadas ao pedido inteiro. O festival resolveu isso, trazendo variedade e praticidade”, diz.

Como funciona

O modelo de negócio é baseado na venda de fatias individuais de tortas, geralmente em eventos realizados em feiras, praças ou espaços abertos. A proposta combina diversidade de sabores com preços acessíveis, o que contribui para atrair um público amplo.

image Jéssica vê espaço para crescimento dos festivais, impulsionado pela busca por experiências gastronômicas (Reprodução/Arquivo pessoal)

Segundo as empreendedoras, a periodicidade limitada — com eventos realizados uma ou duas vezes por semana — também ajuda a criar expectativa. “Saber que não é todo dia que você vai encontrar aquele produto desperta curiosidade”, afirma Isabelle.

A dinâmica, no entanto, exige alto nível de organização. A produção envolve grande variedade de receitas e demanda planejamento detalhado, desde a compra de insumos até a montagem final. “São muitos sabores, muitos detalhes, e tudo precisa sair com o mesmo padrão de qualidade”, destaca Jéssica.

Além disso, fatores externos influenciam diretamente o funcionamento. O clima é apontado como um dos principais desafios, já que as chuvas frequentes em Belém podem comprometer eventos realizados ao ar livre.

Faturamento

Do ponto de vista financeiro, o modelo tem se mostrado atrativo para os empreendedores, especialmente pelo alto volume de vendas concentrado em poucos dias. De acordo com as entrevistadas, o faturamento médio de um único dia de festival varia entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

imageConsumidores fazem fila em festival de tortas realizado em praça da capital (Reprodução/Arquivo pessoal/Andrezza Guerra)

Apesar do potencial de retorno rápido, as empreendedoras destacam que o lucro depende de uma gestão eficiente. “Nem tudo que entra é lucro, e a confeitaria tem um custo de produção altíssimo”, ressalta Jéssica.

Andrezza reforça a necessidade de planejamento e controle financeiro. “É um modelo que exige estratégia de produção e organização. Os custos acompanham o volume de vendas”, afirma.

Perspectiva de mercado em Belém

A avaliação sobre o futuro do segmento varia entre as empreendedoras, mas há consenso de que o momento atual é favorável. Para Isabelle, o formato pode passar por saturação ao longo do tempo, mas ainda representa uma oportunidade. “Acredito que seja uma moda que uma hora vai passar, porém é o momento de muitas confeiteiras aproveitarem para se consolidar”, analisa.

image Andrezza Guerra promove um dos festivais mais frequentados da cidade (Reprodução/ Arquivo pessoal)

Jéssica vê espaço para crescimento, impulsionado pela busca por experiências gastronômicas. “Belém tem um público forte, que valoriza comida de qualidade e gosta de novidade. As filas mostram que existe demanda”, afirma.

Na mesma linha, Andrezza avalia que o cenário local favorece o segmento. “Existe uma cultura de convivência e valorização da gastronomia. O festival atende bem a essa procura”, diz.

Em meio à expansão, as empreendedoras destacam que o diferencial competitivo deve estar na qualidade e na experiência oferecida ao público, fatores considerados decisivos para a permanência no mercado.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia

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