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Quanto custa manter o lazer em espaços tradicionais da capital?

De mensalidades a títulos que ultrapassam R$ 70 mil, clubes da Grande Belém exigem planejamento financeiro; usuários avaliam custo-benefício diante de novas opções de lazer

Gabi Gutierrez
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Ingressar em clubes sociais e esportivos em Belém — ambientes tradicionais que reúnem lazer, prática esportiva e convivência — pode representar um investimento significativo para famílias. Entre taxas de adesão, compra de títulos e mensalidades, o custo varia conforme o modelo de associação e a estrutura oferecida. A pergunta que se impõe é: afinal, quanto custa frequentar um clube na capital paraense — e ainda vale a pena?

Na prática, o acesso a esses espaços pode ocorrer de duas formas principais: por meio da aquisição de título patrimonial — que garante vínculo vitalício — ou pela adesão como associado contribuinte, com pagamento mensal. Em clubes mais tradicionais, como a Assembleia Paraense, o modelo predominante ainda envolve a compra de título, o que eleva o investimento inicial.

No caso da Assembleia Paraense, o valor total para novos sócios pode chegar a R$ 72,5 mil, somando a taxa de transferência (R$ 43,5 mil) e a chamada “joia” (R$ 29 mil). Após a adesão, o associado passa a pagar mensalidade de R$ 729. Dependentes a partir de 16 anos contribuem com uma taxa adicional de R$ 72,90.

Já em outros clubes, os valores iniciais são mais acessíveis. No Grêmio Literário e Recreativo Português, a joia custa R$ 16 mil à vista ou pode ser parcelada em cinco vezes de R$ 3,4 mil. A mensalidade é de R$ 480, com cobranças adicionais para dependentes entre 18 e 24 anos (R$ 96). Há ainda taxas administrativas, como emissão de carteira e estatuto.

No Caixa Parah, há opções promocionais mais baratas: a joia pode sair por R$ 2 mil à vista ou parcelada, enquanto a mensalidade varia conforme o plano. Já a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) oferece um modelo mais flexível, com taxa de adesão de R$ 300 e mensalidade familiar de R$ 170, permitindo inclusão de dependentes conforme o regimento interno.
image Assembleia Parense também é opção para quem procura esses espaços de lazer no centro da cidade (Foto: Divulgação)

INVESTIMENTO
Para quem utiliza com frequência, o custo pode ser compensado pela variedade de serviços concentrados em um único espaço. A jornalista Adriana Pereira é associada por meio de título e afirma que, apesar do investimento inicial elevado, considera o gasto viável.

“Não é um valor baixo, mas não chega a pesar no meu orçamento, principalmente porque utilizo com frequência. Encaro como um investimento de longo prazo”, explica.

Ela destaca que o clube se tornou essencial para a rotina familiar, especialmente por oferecer estrutura completa em um único local. “Uso muito a piscina, a academia e as atividades esportivas do meu filho e do meu marido. Além disso, participamos de eventos. Para mim, vale muito o custo-benefício porque concentro lazer, saúde e convivência com segurança”, afirma.

Outro diferencial, segundo Adriana, é a possibilidade de incluir dependentes sem aumento no valor da mensalidade. Atualmente, ela tem como dependentes o filho, o esposo, os pais e o sogro.

Dependentes e alternativas mais baratas

Há também quem acesse os clubes por meio de vínculos familiares, o que reduz os custos. É o caso de Gabriella Falesi, que paga cerca de R$ 70 mensais como dependente da mãe, titular de um título na Assembleia Paraense.

“Eu não paguei nada para me vincular, mas comecei a pagar a contribuição mensal aos 16 anos. Esse vínculo vai até os 24 anos. Depois disso, preciso adquirir um título ou receber doação”, explica.

Mesmo com custo reduzido, ela reconhece que o modelo pode não ser vantajoso para todos. “Depende muito da rotina. Como moro perto e uso bastante, vale a pena. Mas para quem mora longe ou tem academia e lazer no condomínio, talvez não compense pagar mensalidade todo mês sem utilizar”, avalia.

Gabriella destaca ainda que, apesar de alguns serviços serem pagos à parte dentro do clube, o conjunto tende a ser mais econômico. “Se eu fosse pagar academia, esportes, lazer e segurança fora, sairia mais caro”, afirma.

O que está incluído — e o que pesa no bolso

Entre os principais atrativos dos clubes estão o acesso a piscinas, quadras, campos de futebol, academias, áreas verdes, restaurantes e programações sociais. Em alguns casos, há ainda serviços como salão de beleza e estética, cobrados separadamente.

Essa diversidade de opções pode tornar o custo-benefício mais atrativo, especialmente para famílias que utilizam o espaço com frequência. Por outro lado, os custos fixos — principalmente mensalidades — podem pesar no orçamento de quem não mantém uma rotina de uso.
 

Assembleia Paraense

Título + taxas iniciais: cerca de R$ 72.500

Transferência: R$ 43.500

Joia: R$ 29.000

Mensalidade: R$ 729

Dependentes (16+): R$ 72,90


Grêmio Literário e Recreativo Português

Joia:

R$ 16.000 à vista

ou 5x de R$ 3.400

Mensalidade: R$ 480

Dependentes (18 a 24 anos): R$ 96

Caixa Parah

Joia:

Promocional: a partir de R$ 2.000 a R$ 2.750

Parcelamento disponível

Mensalidade: varia conforme plano

AABB (Associação Atlética Banco do Brasil)

Taxa de adesão: R$ 300

Mensalidade familiar: R$ 170

Dependentes: incluídos conforme regras internas

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Economia
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