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Moradores plantam árvores em três bairros de Belém no Dia do Meio Ambiente

Manual gratuito com ilustrações feitas por crianças orienta a população sobre arborização urbana

O Liberal
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Com as mãos na terra e mudas de cupuaçu, bacuri e bacaba, moradores, lideranças comunitárias e movimentos sociais ocuparam ruas e quintais de três territórios de Belém nesta quinta-feira (5) para plantar árvores. A ação aconteceu nos bairros da Terra Firme e Castanheira e no Quilombo do Abacatal, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A iniciativa faz parte da campanha "Rebele-se. Plante uma Árvore", que une organizações como o Coletivo Pororoka, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento de Emaús e o Movimento Defensores dos Rios de Belém, entre outros.

Durante as atividades, foi lançado o Manual Comunitário do Jardineiro Urbano, cartilha gratuita com orientações sobre quais espécies plantar, como cuidar das mudas e como arborizar sem danificar calçadas ou redes elétricas. As ilustrações são de crianças e adolescentes do Tucunduba, produzidas em oficinas de artivismo sobre meio ambiente e rios urbanos.

"A população está cansada do calor e do desconforto térmico. O manual foi pensado para informar como cada pessoa pode contribuir para melhorar a cidade a partir da sua casa e da sua comunidade", disse João Pedro Galvão, coordenador-geral do Coletivo Pororoka.

No Tucunduba, as espécies plantadas foram escolhidas para também representar a biodiversidade amazônica. "Essa diversidade representa um pouco da Amazônia. Foi uma atividade construída em conjunto com a comunidade", afirmou Jane Cabral, do MST.

Para Zé Maria, do Movimento Defensores dos Rios de Belém, o 5 de junho é ponto de partida, não de chegada. "Para a gente, o Dia do Meio Ambiente é todos os dias. Queremos conscientizar as pessoas sobre a importância de plantar árvores para diminuir as altas temperaturas e melhorar a qualidade de vida", disse o militante.

A percepção sobre as mudanças no território também veio das crianças. Moisés Sousa, 7 anos, morador do Tucunduba, resumiu o que vê no rio da comunidade: "Antes era água limpa e agora está se transformando em água suja." A campanha prevê novas ações ao longo do ano. O manual está disponível gratuitamente para download.

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