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Moradores conhecem projetos de urbanização da Prefeitura de Belém previstos para o bairro da Cremação

Uma solução é a construção de uma bacia de detenção de águas pluviais, semelhante aos piscinões usados em São Paulo

Dilson Pimentel

Os moradores da área da Ilha Bela conheceram os projetos de urbanização, micro e macrodrenagem previstos para o bairro da Cremação e seu entorno. A reunião de apresentação da proposta do projeto foi convocada pelo Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (Promaben). A ideia é abrir um canal de diálogo com os moradores para eles conhecerem a proposta e esclarecer as dúvidas sobre as intervenções. O encontro ocorreu no Centrão da Paróquia de Santo Antônio de Lisboa, na noite de quarta-feira (6).

O coordenador geral do Promaben, Rodrigo Rodrigues, apresentou a proposta de urbanização e explicou a necessidade das obras, tanto para os moradores do local - que convivem com enchentes e alagamentos a cada chuva -, quanto para os moradores dos outros bairros próximos, que também são afetados pela falta de vazão das águas dos canais da travessa  Dr. Moraes e da avenida Generalíssimo Deodoro, que circundam a área.

O bairro da Cremação faz parte da Sub-bacia 2 da bacia da Estrada Nova. “Temos em vigência um contrato administrativo remanescente da gestão passada com a Construtora Central do Brasil, onde a fonte orçamentária é um contrato de empréstimo com a Caixa Econômica Federal. Estamos mediando conflitos por conta de problemas com a garantia de supervisão de obras, devido a gestão passada ter perdido um outro contrato de empréstimo com a CEF e consequentemente, não deixar para os serviços”, disse Rodrigo Rodrigues, em entrevista à Redação Integrada, nesta segunda-feira (11).

Prefeitura de Belém também tem prevista uma nova licitação para ampliar os serviços na Sub-bacia 2

Esse contrato vigente está em reformulação para garantir que obras e serviços eficientes sejam entregues a população nas proximidades dos canais da Quintino Bocaiúva, Dr. Moraes, 14 de Março e Generalíssimo Deodoro. Serão serviços envolvendo dragagem dos canais, arqueamento das pontes e estruturação das curvas. Nesse contrato, a prefeitura está garantindo também qualificação para mobilidade urbana, assegurando a construção de pontes para melhorar o tráfego de veículos em vias que não eram comtempladas, como no cruzamento entre Caripunas e 14 de Março. A empresa contratada está elaborando projetos, parte deles já aprovados pelo Promaben.

Além deste contrato, a prefeitura também tem prevista uma nova licitação para ampliar os serviços na Sub-bacia 2. Serviços e obras de urbanização (regularização de vias), ampliação de microdrenagem, reestruturação de macrodrenagem (recomposição de canais, muretas, guarda-corpos), construção do canal de descarga na saída do canal da Quintino com a execução de comportas e gradeamento. A construção do sistema de comportas é essencial para o controle de alagamentos nas áreas: quando uma maré alta ocorre simultaneamente com uma chuva intensa, automaticamente os canais perdem a capacidade de escoamento e armazenamento de água, fazendo com que vários pontos do bairro alaguem, afirmou.

O coordenador geral do Promaben explicou que o bairro da Cremação tem uma particularidade com relação aos canais: o canal da Quintino Bocaiúva é o responsável pela saída das águas. Ele recebe água diretamente dos canais da Dr. Moraes e Generalíssimo Deodoro. A problemática se dá pelo fato do canal da Quintino não ter uma dimensão adequada diante do tamanho dos canais a montante. “Chega muito mais água do que ele é capaz de escoar. Automaticamente, as áreas próximas dos canais Dr. Moraes, Generalíssimo Deodoro e 14 de Março ficam sujeitas a alagamentos”, disse.

Uma solução é a construção de uma bacia de detenção de águas pluviais

Por meio de estudos hidráulicos e hidrológicos, identificou-se que uma solução é a construção de uma bacia de detenção de águas pluviais. Uma concepção semelhante aos piscinões utilizados na cidade de São Paulo, com um diferencial que é a urbanização e compatibilização com utilização pela comunidade para fins de lazer, esporte e cultura. O projeto pretende aliar a finalidade de detenção de águas, possibilitando um amortecimento da vazão que chega ao canal da Quintino. Estão previstos sistemas de tratamento de águas pluviais, sistemas de gradeamento para contenção de lixo, além, da previsão de execução de rede coletora de esgoto no entorno para impedir que o esgoto seja lançado na drenagem urbana.

A previsão é de início de obras para novembro de 2022 com duração de 24 meses. Os recursos para financiamento dos projetos e obras vem do empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e existem várias salvaguardas ambientais e sociais a serem cumpridas antes da execução da obra. Uma delas envolve o remanejamento de famílias que vivem em condições precárias com edificações construídas sobre os canais ou em áreas de alagamento. O projeto social e ambiental do Promaben já vem trabalhando nos cadastros destas famílias e analisando quais as melhores soluções de remanejamento. “Considerando a população do bairro, temos previsto um impacto direto e indireto sobre uma população de 35 mil belenenses, sem contar os impactos positivos com relação a mobilidade urbana que beneficiarão todos que passam por esta região central da cidade”, afirmou.

Belém
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