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Mesmo com chuvas, inverno amazônico exige atenção à hidratação

"No inverno amazônico, a necessidade de água do corpo não diminui", diz nutricionista Samara Queiroz

Dilson Pimentel
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Mesmo durante o inverno amazônico, período marcado por chuvas frequentes e temperaturas mais amenas, manter o hábito de se hidratar continua sendo fundamental para a saúde. A sensação térmica menos elevada costuma reduzir a percepção de sede, o que faz com que muitas pessoas acabem ingerindo menos líquidos do que o necessário, apesar de o corpo seguir demandando hidratação constante.

Em Belém, a professora Fabiana Gomes Tavares, de 45 anos, disse que a hidratação deve ser prioridade durante todo o ano, independentemente da estação. “A importância de se hidratar é o ano inteiro. É importante para os rins, para os órgãos, para o funcionamento da pele, do cabelo, tudo”, afirmou. Ela contou que mantém o hábito de carregar uma garrafa de água diariamente, inclusive após a prática de atividade física. “Agora mesmo estou vindo da academia e já estou com a garrafinha vazia”, disse ela, enquanto passava pela praça Batista Campos, na manhã desta terça-feira (3).

Fabiana destacou que esse cuidado foi incorporado também pelas filhas, de 17 e 11 anos. “Elas já aprenderam comigo a ficar o dia inteiro com uma garrafinha por perto, porque hidratar é algo essencial para a saúde”, explicou. Segundo a professora, no período chuvoso, é comum que as crianças e adolescentes acabem esquecendo de beber água. “Quando muda o clima, elas param de beber água. Eu percebia que à noite quase não tinham bebido nada, então sempre tento relembrar essa importância”, contou.

Quanto às preferências, Fabiana afirmou que prioriza a água. “Eu prefiro água mesmo. Estou trocando o suco de fruta pela fruta. Depois dos 40, a gente precisa mudar alguns hábitos”, disse. Além da hidratação, ela menncionou cuidados com a alimentação durante o período mais chuvoso. “Gosto de sopa. O clima ajuda, é algo mais quentinho à noite e mais leve também”, acrescentou.

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image O empresário Júlio Aguiar, de 54 anos, conta que, mesmo com o período chuvoso, sente a necessidade de manter a ingestão de líquidos ao longo do dia (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

"O corpo pede essa hidratação", diz empresário

O empresário Júlio Aguiar, de 54 anos, contou que, mesmo com o período chuvoso, sente a necessidade de manter a ingestão de líquidos ao longo do dia. Adepto da água de coco, ele afirmou que a hidratação segue sendo indispensável. “É importante se hidratar, mesmo nessa época de muita chuva, porque o calor continua abafado. De toda forma a gente sente isso, o corpo pede essa hidratação”, afirmou.

Segundo Júlio, a preferência é pela água de coco, mas a água também faz parte da rotina diária. “Eu prefiro bem água de coco, gosto bastante. Suco eu acabo não tomando muito, e água bastante também, que é o mais prático, porque a gente sempre tem”, contou. Ainda assim, o empresário admitiu que, nesse período do ano, pode acabar esquecendo de se hidratar. “Às vezes acontece sim, porque está chovendo muito, a gente sente o clima um pouco diferente e acaba esquecendo. Mas tem que ficar atento”, afirmou.

Ele observou que o próprio corpo acaba dando sinais quando a hidratação é insuficiente. “Tem uma hora que o corpo reclama. Eu sinto isso, ainda mais pela questão da idade”, disse. Além da ingestão de líquidos, Júlio também relatou cuidados relacionados à prática de atividades físicas e ao vestuário. “Uso roupas mais leves. Mesmo usando calça jeans, hoje os tecidos são mais leves. Camisa de algodão ajuda bastante”, explicou.

Praticante de exercícios físicos regulares, ele contou que o hábito de levar uma garrafa de água se tornou comum após a pandemia. “Todo mundo tem uma garrafinha. Durante o exercício, você já coloca como meta terminar o treino com a garrafa vazia”, contou.

No inverno, necessidade de água não diminui”, diz nutricionista Samara Queiroz

A nutricionista Samara Queiroz disse que, mesmo no inverno amazônico, em Belém, quando os dias ficam mais chuvosos e um pouco menos quentes, a necessidade de água do corpo não diminui - ou seja, ela permanece a mesma. “O que reduz mesmo é a nossa percepção de sede. Então, a sede é um mecanismo que regula. Ela é regulada pela temperatura e pela perda também de líquidos”, contou. “Então, quando está muito calor, a gente sua mais e o corpo avisa com mais intensidade”, afirmou. 

Já nos dias mais nublados e úmidos, como está atualmente, explicou, as pessoas suam de forma menos perceptível e essa sensação de sede automaticamente reduz. “Mas, ainda assim, nós continuamos perdendo água pela respiração, pela urina, pelas fezes e até mesmo pela pele. Ou seja, o corpo, ainda assim, ele precisa de líquidos, só que o sinal de alerta, ele fica um pouquinho mais fraco, digamos assim”, afirmou.

Samara Queiroz disse que, quando acontece dessa ingestão de água ser insuficiente, o corpo começa a funcionar em modo de economia - ou seja, o sangue fica mais concentrado, a circulação e o transporte também desses nutrientes e desse oxigênio também reduz - isso vai afetar diretamente o cérebro e os nossos músculos também. “Então, os sinais mais comuns de desidratação leve à moderada vão ser cansaço excessivo, dor de cabeça, tontura, dificuldade de concentração, queda no rendimento físico, intestino preso, boca seca e também uma urina mais escura e em pouca quantidade, que é uma das principais características quando a gente verifica que o paciente está ingerindo pouca água”, detalhou.

Então, de uma forma geral, orientou a nutricionista, a recomendação média é de cerca de 30 a 35 ml de água por quilo de peso ao dia. Exemplo: uma pessoa de 70 quilos vai precisar em torno ali de 2 litros a 2,5 litros de água por dia. “Mas isso vai variar muito de acordo com a idade, a prática de atividade física, se essa mulher está gestante, a amamentação, se há algum quadro de doença renal, febre, diarreia, então, tudo isso vai variar. Ou seja, cada pessoa vai ter uma necessidade diferente, mas no geral, a gente faz esse cálculo de 30 a 35 ml de água por quilo de peso ao dia, que seria uma gestão ali adequada”, afirmou.

Além da água, Samara Queiroz disse que as pessoas podem contar com outras opções saudáveis. “Nós temos, por exemplo, a água de coco, que, apesar de que não vai fazer de fato papel da água, mas também vai ajudar na hidratação. Chás sem açúcar, chás de camomila, erva cidreira, erva doce, sopas leves, frutas ricas em água, como, por exemplo a melancia, laranja, abacaxi, e até mesmo vegetais que possuem mais água, como, por exemplo, o pepino, alface”, disse. “Então, nesse inverno amazônico, a estratégia mesmo é não esperar ter sede, mas se manter aquela garrafinha do lado, bem pertinho mesmo para poder ir consumindo essa água ali ao longo do dia. Isso vai ser fundamental para que essa pessoa se mantenha mesmo hidratada, mesmo ali nesse inverno amazônico”, afirmou.

Dicas:

- Não confiar apenas na sede

No inverno amazônico, a sensação de sede diminui por causa do clima mais ameno e úmido, mas a necessidade de água do corpo permanece a mesma. Mesmo sem sentir sede, o organismo continua perdendo líquidos pela respiração, urina, fezes e pela pele.

- Reconhecer os sinais de pouca ingestão de água

A ingestão insuficiente de líquidos pode causar cansaço excessivo, dor de cabeça, tontura, dificuldade de concentração, queda no rendimento físico, intestino preso, boca seca e urina escura e em pouca quantidade - sinais comuns de desidratação leve a moderada.

- Manter uma ingestão diária adequada de líquidos

A recomendação geral é consumir entre 30 e 35 ml de água por quilo de peso corporal por dia. Uma pessoa de 70 kg, por exemplo, deve ingerir cerca de 2 a 2,5 litros diários, considerando que essa quantidade pode variar conforme idade, atividade física, gestação, amamentação e condições de saúde.

- Variar fontes saudáveis de hidratação ao longo do dia

Além da água, a nutricionista orienta incluir opções como água de coco, chás sem açúcar, sopas leves, frutas ricas em água (melancia, laranja, abacaxi) e vegetais como pepino e alface. A principal estratégia é manter uma garrafa de água sempre por perto e beber ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer.

Fonte: nutricionista Samara Queiroz

 

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