Hospital Abelardo Santos será o último a desmobilizar atendimento específico a pacientes de covid-19

Segundo a direção do hospital, o motivo seria os baixos índices de isolamento social registrados no Pará nas últimas semanas

Redação Integrada

O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS) completou, nesta terça-feira (30), dois meses de atendimento exclusivo a casos de covid-19. De acordo com a direção, o hospital deve ser o último a desmobilizar o atendimento específico ao novo coronavírus, por conta do baixe índice de isolamento social registrado no Pará nas últimas semanas.

Aos 60 anos, Nizalva Alves Bernardino passou 55 dias internada no "Abelardo Santos", dos quais 30 entubada. "Eu perdi os sentidos, só sei que fiquei entubada porque a assistente social me disse. Todo mundo me tratou bem lá no hospital. Agora estou bem, me recuperando no meio dos meus. Estava com saudade da minha família, que não podia entrar no hospital. Mas não tive medo. Sou evangélica e tenho muita fé, porque Deus estava comigo em todos os momentos. Não fiquei sozinha", disse a paciente.

De acordo com o diretor técnico do HRAS, Milton Bonny, a humanização faz parte do protocolo de atendimento. "A nossa principal preocupação é o atendimento extremamente humanizado em todos os setores. Isso colabora, conforta, é muito importante, além da estrutura que oferecemos para a população. É uma somatória de fatores para que tenhamos bons resultados, chegando a esse número de altas", afirmou Bonny.

Para o gestor, o momento é de avaliar o cenário da pandemia refletido na demanda de pacientes. "Desde que abrimos as portas para atender a população do Pará, começamos com um volume muito grande de pacientes, quase 1.700 a 1.800 por dia, tanto no ambulatório quanto no pronto-atendimento. E tivemos um platô e uma queda considerável. O mais importante é tentar justificar qual o motivo que ocasionou realmente essa queda, seja o lockdown, o isolamento ou o mais provável, a entrega de medicamento na fase mais precoce, preventiva, porque nós distribuímos medicamentos para todos esses pacientes", acrescentou o diretor.

Azitromicina, Hidroxicloroquina, Ivermectina e corticoides foram alguns dos medicamentos disponibilizados na farmácia da unidade, conforme a fase da doença em que o paciente se encontrava. A atuação rápida do tratamento evitou o agravamento dos quadros e um maior nível de contágio.

Embora a curva da Covid-19 esteja em queda na Região Metropolitana de Belém, o índice de distanciamento social em torno de 50% acende o alerta. "Estamos preocupados. Vamos viver com uma segunda onda ou a Região Metropolitana vai estabilizar e (o vírus) vai proliferar para o interior. A nossa preocupação é que a gente vá conviver com uma segunda onda e associada ao que vem do interior, que muitos não têm estrutura para um bom atendimento", concluiu Milton Bonny.

Belém
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