Homilia: padre Claudio Pighin orienta sobre a vigilância para se ter vida renovada em Deus

Religioso aproveita a narrativa bíblica acerca da arca de Noé e vinda de Jesus para enfatizar o amor entre as pessoas

Eduardo Rocha
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Em sua Homilia deste final de semana, quando transcorre o Primeiro Domingo do Advento (preparação dos cristãos para o Natal), o padre Claudio Pighin, diretor da Escola de Comunicação Papa Francisco, chama a atenção dos fiéis para a importância de se observar a vida além do cotidiano por meio do ato de amar. Para se ter esse foco, é fundamental a vigilância dos sentimentos, pensamentos e ações por parte de quem pretende concretizar uma vida renovada em Deus, a partir dos ensinamendos trazidos por Jesus Cristo. 

O pronunciamento de padre Claudio tem como base a passagem bíblica em Mateus 24, 37-44: Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem".

"Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam". 

Padre Claudio ressalta que a Arca de Noé foi uma proposta de salvação. Mas, depois, trata-se da proposta do Reino de Deus com Jesus. São, então, duas propostas de salvação que permitem dar início a uma nova humanidade, "uma humanidade renovada". Nesse sentido, a vinda de Jesus é parecida com o tempo de Noé. Isso porque o povo daquele tempo se preocupava  exclusivamente com a vida do dia a dia, ou seja, comer, beber, casar-se e outras atividades. 

No entanto, a salvação vai muito mais além do cotidiano. O Menino Deus fez uma Arca para se salvar do dilúvio iminente. "Como a arca representa a salvação para Noé, para Jesus é o Reino de Deus a salvação. Este Reino de Deus é a vinda de Jesus que tomará consigo uns e deixará outros. Por quê? Na verdade, a salvação é para todos. Mas, nem todos sabem acolhê-la, porque estão por demais preocupados com a vida do dia a dia", enfatiza o religioso. 

Como frisa o padre Claudio, o evangelista Mateus faz uma ponderação acerca de dois homens e duas mulheres. Um entrará no Reino de Deus e o outro, não. Então, para se buscar a salvação, os seres humanos devem ser vigilantes, não ter uma vida desregrada, inconsciente e superficial, como orienta o padre Pighin. 

"É a vigilância que nos permite enxergar a vinda de Nosso Senhor, deixando o nosso egoísmo de lado. Esta vigilância é caracterizada, sobretudo, pelo amor. Quem ama consegue enxergar além do cotidiano", destaca o padre Claudio. Como ressalta o religioso, a pessoa que ama não se importa com os atrativos transitórios do mundo nem se preocupa com o dia em que se dará a vinda definitiva de Nosso Deus, "porque está preocupado em amar". Cabe, então, como pontua o padre Claudio Pighin, a cada pessoa analisar como tem sido sua conduta com relaçao a seguir os ensinamentos do Mestre Jesus.

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