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Grupos quilombolas foram vacinados contra a covid-19 em Belém

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) fez a imunização dos grupos a partir de lista fechada, na qual o nome de quem seria vacinado foi fornecido por lideranças de grupos e categorias

Eduardo Rocha / O Liberal

Grupos prioritários foram vacinados contra a covid-19 em Belém, nesta quarta-feira (23), entre os quais cidadãos quilombolas, ou seja, descendentes de negros escravizados no Brasil. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) fez a imunização dos grupos a partir de lista fechada, na qual o nome de quem seria vacinado foi fornecido por lideranças de grupos e categorias.

A vacinação de quilombolas se deu na Estação Gasômetro, no Parque da Residência, na avenida Magalhães Barata, centro de Belém. Uma das pessoas imunizadas no local foi a jovem Raquel dos Santos Cordeiro, 22 anos, quilombola da Comunidade Cachoeira Porteira, do município de Oriximiná. Ela tomou a primeira dose do imunizante.

Raquel recebeu a primeira dose da tão esperada vacina (Sidney Oliveira / O Liberal)

"Eu estou muito agradecida e honrada por ter recebido a primeira dose como quilombola da Cachoeira Porteira e estou mais tranquila em relação à vacina, né? Porque agora, eu posso ficar não totalmente imunizada porque ainda tem a segunda dose, mas estou mais tranquila com a vacinação. Até onde Raquel consegue perceber a vacinação não está acelerada nas comunidades quilombolas. Ela disse que não esperava ter sido vacinada, porque estava em falta com um documento que comprovasse que mora na comunidade quilombola, mas uma prima dela a orientou e, então, a jovem recebeu a imunização. "Eu fiquei muito feliz que eu podia tomar a vacina, sendo quilombola", acrescentou, ao lado da mãe Ângela Neri Cordeiro, 42 anos.

Jamera Sueny Teles, 32 anos, da Comunidade Quilombola Itacoã Mirim, do Município de Acará, também foi vacinada contra o novo coronavírus. "Eu sou grata por ter sido vacinada e espero que  muitas outras pessoas também continuem se vacinando e que não deixem de vir se vacinar", observou. Jamera destacou que a vacinação proporciona maior segurança à pessoa, familiares dela e demais cidadãos e cidadãs nas cidades, levando em conta que "há aquelas que não se cuidam, mas a gente está se cuidando, através disso, para a gente ficar bem".

Para o estudante Jorge Henrique Torres, 18 anos, da Comunidade Quilombola Itacoã Mirim, no Acará, a saúde é fundamental para toda pessoa. "Eu sou muito grato aos profissionais da saúde que se desdobram para vacinar a população. "O meu recado para as pessoas que não querem se vacinar, é: se vacinem, porque a vacina salva vidas". Jorge ressaltou que muita coisa que se observa no Brasil não necessariamente tem relação direta com o Governo, mas com pessoas que não se cuidam, "pessoas que são irresponsáveis e que não têm aquela mentalidade 'eu vou me cuidar para poder salvar outra pessoa'". O estudante enfatizou que muita gente está perdendo tudo o que tem por causa da pandemia, da falta de vacina, daí ser importante se vacinar.

Jorge Henrique pede que todos se vacinem (Sidney Oliveira / O Liberal)

De acordo com o Vacinômetro, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), com relação a quilombolas no Pará, até a tarde desta quarta-feira (23), 53.388 pessoas receberam a primeira dose de vacina contra covid-19, representando 32,85% de cobertura da primeira dose, e 11.241 pessoas (6,92%) a segunda dose.

Grupos

Além de quilombolas, a vacinação nesta quarta-feira (22) foi destinada a portuários, rodoviários e profissionais das forças de segurança, incluindo profissionais que atuam na Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Secretaria de Administração Penitenciária do Pará (Seap) e Guarda Municipal de Belém. Estavam previstos para serem imunizados 630 moradores da Ilha do Combu, incluindo aqueles que têm entre 40 a 49 anos, grávidas e puérperas; além de 50 profissionais da Fundação Papa João XXIII (Funpapa); e 251 profissionais que atuam no Hospital Porto Dias, que ficaram de receber a segunda dose.

 

Belém
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