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Famílias lotam entrada do Hospital de Campanha de Belém em busca de informações sobre internados

Filas e tumulto foram registrados após boato de distribuição de remédios: elas reclamam orientação e atendimento a usuários

Cleide Magalhães

Mesmo em tempos de riscos de contaminação pelo novo coronavírus, a covid-19, na manhã do feriado desta sexta-feira (1) dezenas de pessoas se aglomeravam à porta e pelo acesso de madeira da entrada do maior hospital de campanha em funcionamento no Brasil, o do Hangar Centro de Convenções, no bairro do Marco, em Belém. São famílias que buscam diversas informações sobre pacientes e atendimentos feitos nos 420 leitos ali instalados. As pessoas reclamavam da falta de orientação. Além disso, notícias falsas sobre suposta distribuição de medicamentos só pioraram a situação na frente do Hangar e também no Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci

Não há distribuição de medicamentos


Por volta das 12h, A Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) emitiu um comunicado dizendo que é falsa a informação de que estaria "sendo feita a distribuição de medicamentos no Hospital de Campanha do Hangar e no Hospital Abelardo Santos". Logo a seguir, porém, o Twitter da Sespa apagou a postagem. Depois, republicou a informação, desmentindo mais uma vez a notícia falsa:

 

Fluxos precisam de apoio


É possível que a aglomeração de hoje à porta do Hospital de Campanha, embora esteja localizado em outro pólo da Grande Belém, também possa estar ligada a essa notícia falsa, mas é verdade também que, como é diariamente registrado pela redação integrada de O Liberal, a procura por informações sobre internados tem sido um desafio rotineiro ao fluxo da administração à porta do Hospital de Campanha de Belém.      

"Precisamos de organização, de voz de comando e de orientação, porque a gente fica em várias filas muito tempo esperando. Tem gente que chega 7h e sai 10h. Precisamos de pessoas com estratégia de atendimento ao público. Na Policlínica Metropolitana é muito mais organizado. Aqui, no Hangar, precisa de organização, estamos desde cedo na fila e não sabemos para onde vai", reclama uma mulher que estava na fila desde cedo, mas preferiu não se identificar à reportagem. 

Poucos profissionais têm que lidar com multidões (Igor Mota / O Liberal)

"Precisamos de organização, de voz de comando e de orientação, porque a gente fica em várias filas muito tempo esperando. Tem gente que chega 7h e sai 10h. Precisamos de pessoas com estratégia de atendimento ao público. Na Policlínica Metropolitana é muito mais organizado. Aqui, no Hangar, precisa de organização, estamos desde cedo na fila e não sabemos para onde vai", reclama uma mulher que estava na fila desde cedo, mas preferiu não se identificar à reportagem

Maior unidade de apoio à covid no Brasil


A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) foi contactada, mas ainda não se manifestou sobre a situação desta manhã no Hospital de Campanha de Belém.

O espaço foi inaugurado pelo Governo do Estado no dia 10 de abril. É uma unidade hospitalar de retaguarda tem 420 leitos, de baixa e média complexidade, para receber pacientes estáveis de covid-19. Além da Região Metropolitana de Belém, o Hospital atende a demanda das regiões nordeste e Marajó Oriental. 

Além dos 420 leitos, o Hospital de Campanha de Belém conta com postos de enfermagem, áreas específicas para higienização dos profissionais de saúde, estrutura para embarque e desembarque de pacientes, área de recepção para os familiares e banheiros. 

Tumulto se formou de novo em frente ao maior hospital de campanha do Brasil (Igor Mota / O Liberal)

Atendimento é apenas para transferidos 


O governo do Estado ressalta sempre, dese o início da abertura do local, que os hospitais de campanha não são prontos-socorros. Por isso, as pessoas não devem procurá-los diretamente em busca de atendimento.

Quem apresentar sintomas muito leves ou moderados deve ficar em casa. Mas se os sintomas se agravarem, com falta de ar, por exemplo, deve procurar uma unidade de pronto-atendimento (UPA) ou pronto-socorro. Dependendo do estado de saúde dos pacientes, eles serão encaminhados para um hospital de referência, quando houver necessidade de internação em UTI.

Belém
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