Estudantes da Ufra protestam contra precariedade estrutural em campus de Belém
Os manifestantes cobram providências urgentes da administração para garantir segurança e melhores condições de estudo
Alunos da Universidade Federal Rural da Amazônia realizaram, na manhã desta sexta-feira (17/4), uma manifestação no campus, em Belém. O ato, que ocorre dentro da instituição, tem como objetivo chamar a atenção para as condições estruturais da instituição.
Segundo os estudantes, há diversos problemas que comprometem o ambiente acadêmico, como forros de salas de aula que estariam cedendo e o avanço do mato alto em áreas da universidade. Os manifestantes cobram providências urgentes da administração para garantir segurança e melhores condições de estudo.
O Centro Acadêmico de Sistemas de Informação (Casi) publicou uma nota nas redes sociais repudiando o descanso na Ufra, apesar dos pedidos formais por melhorias. De acordo com o Casi, a necessidade de melhorias no parque computacional e na climatização segue sendo ignorada.
“Atualmente, o corpo discente enfrenta uma realidade de laboratório com equipamentos sucateados e salas de aula sem condições mínimas de temperatura, o que compromete severamente o rendimento acadêmico. Essas limitações estruturais atingem diretamente as disciplinas práticas e de base, impedindo que os alunos tenham acesso ao padrão de ensino que a universidade pública tem o dever de oferecer. O cenário atual não é apenas uma falha logística, mas um obstáculo ao direito de aprender”, informou.
Sthefany Pinheiro, 22 anos, acadêmica de pedagogia, explica que os alunos reivindicam reforma estrutural nos prédios da instituição. Ela estuda na Ufra desde o início do ano passado e contou que a situação “se encontra muito precária”. “Vários ar-condicionados estão quebrados, o filtro dos bebedouros não é de qualidade. Quando chove, entra muita água nos prédios. Problema é o que não falta na universidade em relação à infraestrutura", afirmou.
Para Willian Cruz, 21, estudante do curso de Sistemas de Informação, o curso é bastante prejudicado com as condições em que a Ufra se encontra. “Nós não temos laboratório para ter aula. Os nossos cursos noturnos de Computação precisam de laboratório. E, hoje, nós não temos um computador para programar. Eu não tenho notebook em casa, assim como muitos alunos. O único meio para conseguir estudar é dentro da universidade. Na maioria das vezes, eu estudo pelo celular”, destacou.
Natália Souza, 20, aluna de Engenharia Cartográfica e Agrimensura, além de falar dos problemas nos laboratórios, relatou que os equipamentos de campo estão defasados. “Os laboratórios de computação estão todos interditados, por conta de infiltrações, mofo, vazamentos de água. Os próprios banheiros não funcionam. Geralmente, falta água; quando não, falta luz. Estamos há três semanas sem ter aula nos laboratórios de computação”, reclamou.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA