Em mais de 1 ano, Pará registra 155 casos de leptospirose; veja como se prevenir

As chuvas aumentam o risco de contaminação, alerta a Sespa

Bruno Roberto | Especial para O Liberal
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Em 14 meses, o Pará registrou 155 casos de leptospirose, sendo 151 de janeiro a dezembro de 2025 e quatro confirmações em 2026, nos meses de janeiro e fevereiro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O período de chuvas aumenta os riscos de transmissão da doença infecciosa causada por uma bactéria encontrada na urina de animais, principalmente em ratos.

Entre os 151 casos de 2025, Belém registrou 53, sendo o município com mais confirmações. Em seguida, estão as cidades de Óbidos, com 16 casos, e Castanhal, com 11. Em 2026, até o momento, foram registrados três casos em Santarém e um em Breves.

Leptospirose

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, que vive por meses nos locais onde o rato — ou outro animal infectado — urinou, como em esgotos e lixos. O crescimento do risco de contaminação em períodos chuvosos é explicado uma vez que a água da chuva traz a bactéria para a superfície.

A infecção ocorre a partir do contato da bactéria com lesões na pele, quando a pele íntegra fica imersa por longos períodos em água contaminada, por meio de mucosas ou pelo consumo de alimentos ou bebidas contaminadas.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor muscular, principalmente na panturrilha, náuseas/vômitos e falta de apetite. A manifestação dos sintomas pode começar de 1 a 30 dias após a contaminação.

Em casos graves, o Ministério da Saúde destaca que há alguns sintomas que aparecem em fase tardia, como síndrome de hemorragia pulmonar, manifestações hemorrágicas e síndrome de Weil (tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias).

No caso de sintomas, a Sespa indica que os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) devem procurar as unidades Básicas de Saúde (UBS) ou de Pronto Atendimento (UPA). O diagnóstico é realizado a partir da coleta de sangue, no qual o médico verificará se há presença de anticorpos para leptospirose ou da bactéria, de acordo com o Ministério da Saúde.

A Sespa alerta que muitas doenças apresentam sintomas parecidos com a leptospirose, como gripe, dengue, chikungunya e zika. Portanto, é preciso estar atento e dar o máximo de informações ao médico.

Como se prevenir

Com base na forma de contágio e nos perigos de contrair a bactéria durante o período de chuvas, os principais meios de prevenção contra leptospirose são, segundo a Sespa:

  • Evitar acúmulo de lixo e água parada;
  • Proteger os pés ao andar em áreas alagadas;
  • Beber água tratada;
  • Não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores;
  • Não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores;
  • Evitar tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.
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