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Doença de Jada Smith: alopecia pode ter várias causas e afetar pessoas de qualquer idade e gênero

Dermatologista explica detalhes sobre a condição capilar que motivou agressão de Will Smith a Chris Rock no Oscar

Camila Guimarães

Após o ator Will Smith dar um tapa no comediante Chris Rock na cerimônia do Oscar, no último domingo (27), em reação à piada de Chris sobre o cabelo da esposa de Will, Jada Pinkett Smith, o assunto chamou atenção para o problema de saúde da atriz, caracterizado pela queda acentuada de cabelo, a alopecia. A doença atinge aproximadamente 2% da população mundial e pode afetar crianças, adultos, homens e mulheres.

Segundo a dermatologista Ulenes Avertano Rocha, também especialista em tumores cutâneos, em Belém, a primeira coisa a entender a respeito da doença é que existem muitos tipos, que variam de acordo com a causa (genética, fator autoimune, doenças metabólicas, fatores ambientais, entre outros) e também de acordo com a manifestação (localizada ou difusa). “Por isso, quando falamos de alopecia, precisamos primeiro definir sobre qual alopecia estamos nos referindo”, alerta a médica.

Alopeciade tem cura?

No caso de Jada Smith, Ulenes explica que o quadro em questão é uma alopecia areata difusa, causada por um fator autoimune, “ou seja, é quando a própria imunidade do corpo, responsável por combater agentes que oferecem risco à saúde, acaba atacando os folículos pilosos, levando à queda do cabelo”. A especialista informa que não existe uma explicação científica determinante sobre a razão de a imunidade se comportar dessa maneira, por isso, neste caso, a doença não tem cura.

Dermatologista Ulenes Avertano Rocha (Sidney Oliveira - O Liberal)

“A alopecia da atriz também é chamada de areata porque ela provoca a queda do cabelo em certas áreas, deixando visível, naquela região, o couro cabeludo ou a pele de outras partes do corpo que antes era coberta por pelo, já que a alopecia pode ocorrer em qualquer parte do corpo”, explicou a dermatologista Ulenes Avertano Rocha.

Doença também pode ser causada por fatores ambientais e emocionais

Além da alopecia autoimune que acomete Jada Smith, a dermatologista comenta que outras variantes da doença podem ser provocadas por fatores externos e que geralmente podem ser prevenidos, como por fungos, reações alérgicas ou uso de algum produto que levou à queda do cabelo.

Um dos tipos que chama atenção é a alopecia por tração, causada pelo hábito de prender o cabelo muito apertado ou mantê-lo por muito tempo em penteados que puxam o fio: “A gente vê casos assim em pessoas que amarram o cabelo com muita força ou mesmo em alguns penteados de origem afro, que costumam tracionar a fibra capilar e, com o tempo, isso pode levar a um quadro de alopecia”, explica Ulenes.

Outra questão importante de se observar sobre a queda de cabelo são os fatores emocionais e psicológicos e a possibilidade de interferência de medicamentos. “A alopecia também está muito ligada ao estresse, à ansiedade e problemas desse tipo. Além disso, pessoas que fazem uso de alguns tipos de medicamentos também podem estar mais susceptíveis ao problema. Tudo depende de um exame específico, caso a caso”, diz a dermatologista.

Para conter o avanço da alopecia é necessário tratamento precoce

Sobre a possibilidade de cura ou reversão do quadro, a especialista conta que, quando a alopecia é difusa, a área afetada é maior e, dependendo da causa, as chances de reaver o problema são menores. “Já a alopecia localizada, em sua grande maioria, é reversível. Mas, ainda assim, existe o risco de a queda começar a surgir em vários pontos e essas áreas irem confluindo, até se tornarem uma alopecia difusa”.

Por essa razão, a médica afirma que qualquer queda de cabelo que fuja do padrão de normalidade do indivíduo precisa ser investigado o mais cedo possível: “O cabelo cai, normalmente, mas quando a pessoa perceber que a queda fugiu da rotina, aumentou de volume bruscamente, é preciso procurar um especialista porque, quanto mais cedo começar a tratar, maiores são as chances de cura ou reversão do problema”, diz Ulenes.

O tratamento da alopecia também varia de acordo com a causa do problema, por isso é necessário uma investigação individualizada, que inclui avaliação clínica e realização de exames. “O médico dermatologista precisa avaliar para dizer a melhor forma de tratar. Isso só é possível por meio de dermatoscopia e, se necessário, da biópsia de pele”, informa a médica.

Belém
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