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Desocupação: pessoas deixam área de construção de conjunto habitacional no Jurunas

A saída foi pacífica, segundo órgãos municipais. No local, 64 apartamentos destinados a famílias vulneráveis devem ser construídos até 2023

Camila Guimarães

Na terça-feira, 13, um grupo de pessoas desocupou, de modo pacífico, uma área de obras do Conjunto Habitacional do Portal da Amazônia, localizada no bairro do Jurunas, em Belém. A ocupação do espaço acontecia de modo irregular. A Guarda Municipal de Belém (GMB) e a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) foram responsáveis por conduzir a desocupação.

As obras no local fazem parte do Projeto de Urbanização do Portal da Amazônia, onde 15 apartamentos foram entregues, ainda em 2021, e outros 64 devem ficar prontos até 2023.

O objetivo da construção é atender famílias vulneráveis remanejadas para a realização de obras de saneamento e urbanização na área. A obra ficou abandonada por cerca de 10 anos.

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Saída dos ocupantes foi pacífica

Equipes da GMB e da Sehab conversaram com os ocupantes, ao longo da manhã de ontem, explicando o risco que a área corre. No fim da tarde, todas as pessoas saíram por conta própria e de forma pacífica, após uma reunião com os órgãos municipais.

“Essa ocupação se deu em um dos canteiros das obras do Portal da Amazônia. São dois, um da Oswaldo e esse da Bernardo Sayão. Quando tomamos conhecimento da ocupação, nós conversamos com eles e acionamos a guarda e foi desocupado de forma pacifica", explicou o secretário municipal de Habitação, Rodrigo Moraes.

 

Inscritos no programa aguardam término da obra

Ainda em 2021, a Defesa Civil Municipal realizou uma avaliação técnica da obra e constatou problemas de engenharia e o "afundamento" da construção. Uma equipe especializada da Sehab, de consultoria técnica, e da Caixa Econômica Federal atuam na elaboração de soluções de engenharia para assegurar a entrega das unidades habitacionais para as famílias a que se destinam.

Toda a negociação foi acompanhada pelos moradores que estão inscritos no programa e que aguardam a conclusão da obra há 13 anos, como é o caso da autônoma Graça Marques, de 48 anos, que aguarda para ter sua casa própria e desabafa: "São 13 anos de penúria, 13 anos de luta e a gente se depara com essa situação. O sentimento é de revolta. Poxa, porque são 13 anos de aluguel", desabafou.

Agentes da Guarda Municipal de Belém devem ficar no local, de prontidão, realizando rodas. A previsão é que na manhã desta quarta-feira, 14, seja colocado tapumes para proteger o espaço.

Belém
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