Cristãos devem exaltar o poder de Deus em tudo, orienta padre Cláudio Pighin
Na homilia deste final de semana, o padre pontua aspectos essenciais da vida em Deus, a partir da passagem do "Dai a Cesar o que é de César", indicando que toda pessoa traz a imagem de Deus
"Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"(Mateus, 22 15-21)". A partir dessa passagem de Jesus no Novo Testamento, o padre Cláudio Pighin traz para a reflexão dos fiéis, na homilia deste final de semana, a exaltação do poder de Deus por parte dos seres humanos, em particular, dos cristãos, como guia para a vida em sociedade. Segundo enfatiza Cláudio Pighin, os seres humanos devem atentar muito bem para esse ensinamento do Mestre de Nazaré, para não confundir o que é da criatura e o que pertence a Deus.
O padre Cláudio Pighin ressalta que os fariseus planejaram uma trama para apanhar Jesus por meio de uma palavra que o comprometesse, e chama a atenção para o fato de que, muitas vezes, os cidadãos não querendo se comprometer com a busca de Deus pretendem justificar ações por palavras não bem intencionadas. E, então, "é interesante notar que Jesus, diante esse questionamento dos interlocutores, põe em evidência a independência de Deus".
"Isto é muito importante, porque nós, se pudésssemos, gostaríamos de manipular esse nosso Deus, para os nossos fins. É bom lembrar que Deus é sempre o nosso criador, e nós somos sempre as criaturas, não podemos inverter os papéis. Não tem como. É este o grande pecado da criatura: pretender dominar o criador, impor a ele os nossos raciocínios, não temos capacidade para isso", acrescenta o padre Cláudio Pighin.
Natureza cristã
O diálogo com Jesus mostra como o Mestre de Nazaré era apreciado por seu ensino de como chegar a Deus, por sua conduta, não se deixando influenciar pelas preferências e aparências. Os intercolutores, por sua vez, eram maliciosos, hipócritas, querendo desestabilizar o Cristo e, assim, condená-lo.
"Na questão, pois, de 'dai a César o que é de César e a Deus o ue é de Deus', Jesus quis dizer que não podemos confundir Deus com o poder do Estado. O Estado tem os seus direitos, normativas que o cidadão se compromete a seguir, conforme as suas consciências. Porém, o Estado não pode exigir, querer direitos que pertencem a Deus, não pode pensar que ele, Estado, tem o poder total sobre a pessoa. A pessoa humana pode ser definida como um ser que vai além da matéria, que inclui a alma. Portanto, se o Estado não for cristão, tem o direito, sim, de gerenciar os seus direitos, mas também tem que respeitar a natureza dos cristãos", enfatiza Pighin.
Ele pontua que afirmar o poder de Deus significa manifestar a importância da liberdade da consciência do ser humano, e isto quer dizer não opor o Estado a Deus, mas, pelo contrário, promover a pessoa. "Se a moeda é a imagem que representa o poder do Estado, as pessoas têm a imagem de Deus que ninguém pode ignorar no respeito e na promoção da vida, da dignidade, da liberdade de todos os seres humanos", conclui o padre Cláudio Pighin.
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