Corpo de bebê que teve a cabeça arrancada já está no Renato Chaves para necropsia

Exame cadavérico deve determinar a causa e modo da morte e avaliar qualquer eventual doença ou ferimento que pudesse estar presente no bebê. Ainda não há previsão para a liberação do corpo à família.

Redação Integrada

O corpo do bebê que teve a cabeça arrancada durante o parto realizado na manhã desta sexta-feira (16), no Hospital Santa Casa de Misericórdia do Pará, já foi levado para o exame cadavérico no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, no bairro do Mangueirão, em Belém. 

Assista ao relato emocionante do caso:

O exame cadavérico é um procedimento médico que consiste em examinar um cadáver para determinar a causa e o modo de morte e avaliar qualquer doença ou ferimento que possa estar presente. Ainda não há previsão para a liberação do corpo à família. A princípio, o casal Roberto Carlos Feitoza Lemos e Daira Oliveira de Souza vão levar o corpo da criança para sepultamento em Ourém, onde a família reside.

O bebê foi o segundo filho de Daira, de 26 anos de idade, que segue internada na Santa Casa. Ela já tem um menino de 10 anos. 

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O pai da criança, Roberto Lemos e uma amiga de Daira, Amanda Vieira Lima, que acompanhou o trabalho de parto, registraram Boletim de Ocorrência no posto da Polícia Civil que funciona dentro do Hospital Santa Casa. Em depoimento, Amanda Lima conta em detalhes o desfecho trágico da tentativa de parto normal.

Pai do Bebê registrou boletim de ocorrência (Elivaldo Pamplona/ O Liberal)


"Depois vieram não sei se médicas ou enfermeiras. Uma, já senhora, ficava apertando a barriga da Daira para o bebê sair, a outra mandava ela fazer força para a cabecinha do bebê sair. A cabecinha do bebê não saiu toda para fora porque a Daira não conseguia fazer força. Ela fazia força, a cabeça saia um pouquinho, mas ela parava de fazer força e a cabeça entrava de novo. Aí essas duas que estavam saíram. Não conseguiram. Veio outra. A sala encheu de enfermeiros e médicos, mais de 10 pessoas. Só que os médicos homens não mexeram com ela, só mulher. Até que uma bem novinha veio e puxou, puxou, puxou, aí saiu com tudo. Caiu no chão a cabecinha do bebê. Elas pegaram rapidamente. Todos eles se assustaram. Eu saí gritando e a Daira desmaiou. A Daira sabe que o bebê morreu, mas ela não sabe que ele teva a cabeça arrancada'', contou Amanda Lima. Ela contou que esteve o tempo todo com Daira Souza, segurando na mão da jovem durante o trabalho de parto. Segundo Amanda, a equipe que assistiu o trabalho de parto demorou a intervir e quando o fez insistiu no parto natural. "Eles nos deixaram sozinhas dentro da sala por muito tempo. Ela (enfermeira) falou: olha, a gente só vai vir aqui depois que a cabecinha já estiver saindo para fora'', disse Amanda Lima, referindo-se a situações comuns em trabalho de parto normal, pois que são as mães e as próprias crianças que protagonizam, de fato, o nascimento do bebê nessa modalidade.

Belém
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