Conheça os museus de Belém que preservam a identidade cultural da região

Espaços culturais da cidade reúnem acervo e coleções que abordam a formação cultural, religiosa e histórica da Amazônia

Gabriel Pires
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Belém abriga diversos museus dedicados à arte, à fé e à memória da região, oferecendo ao público uma programação variada e acessível durante todo o ano. Entre eles, o Museu do Círio, no centro da cidade, que reúne um acervo que conta a história de uma das maiores manifestações religiosas do país.

O historiador e diretor do Museu do Círio, Márcio Figueiredo, afirma que o Museu do Círio é um espaço especial para Belém, pois, além de narrar a história da tradição da festa dos paraenses, que já ultrapassa 200 anos, também está entre os museus mais antigos da capital. Ele destaca que, em 2026, o local completa 40 anos dedicados a contar a história das festas, tradições e símbolos do Círio.

Márcio acrescenta que essa narrativa envolve tanto a tradição católica quanto uma dimensão ecumênica, já que, segundo ele, é impossível falar do Círio sem considerar as demais vertentes religiosas que fazem parte desse universo. “O acervo do Círio foi se moldando e se formando ao longo desses 40 anos. Hoje, o Museu do Círio reúne um acervo de 2 mil peças. Essas 2 mil peças são formadas mantos, ex-votos, que podem ser de miriti ou de cera, e símbolos muito emblemáticos, como as cordas que fizeram parte do Círio e os cartazes”, detalha.

“São materiais que têm um cunho religioso, mas também carregam um forte valor cultural. O museu está atualmente com uma exposição chamada Círio: Festa em Movimento, que representa o primeiro passo para comemorar os 40 anos que serão celebrados agora em 2026. O Museu do Círio funciona todos os dias, exceto às segundas-feiras, abrindo de terça a domingo, das 9h às 17h. Durante todo o período dessa exposição, a entrada é gratuita”, acrescenta o diretor do Museu.

Acessibilidade

Ainda de acordo com o diretor do Museu, a atual exposição é uma das mostras mais acessíveis - garantido a inclusão de todos os públicos. “A pessoa que visita, hoje, o Museu do Círio vai encontrar rampas, audiodescrição, encontrar textos em Libras, em braille. E ainda, vai encontrar mediadores com fluência em outras línguas. O Museu do Círio está se preparando para receber todos os tipos de pessoas. Todas aquelas pessoas que queiram conhecer um pouco sobre a história do Círio vão ser muito bem-vindas”, observa Márcio.

image Diretor do Museu do Círio explica sobre a importância do espaço (Foto: Cláudio Pinheiro | O Liberal)

Visitação

Segundo o mediador do Museu do Círio, João Pedro Alves, o período da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) 30 foi especialmente movimentado para o espaço. Apenas em uma das noites de funcionamento durante o evento, o museu recebeu cerca de mil visitantes. Ele explica, ainda, que a média diária costuma variar entre 50 e 70 pessoas, o que resulta em mais de 2 mil visitantes por mês. “É muito interessante porque, embora recebamos muitos visitantes de outros estados e até de fora do país, grande parte do público também vem da própria cidade, pessoas que viveram o Círio e conviveram com o Círio de Nazaré”, pontua João.

image Mediador do espaço destaca o fluxo das visitações e os atrativos do local (Foto: Cláudio Pinheiro | O Liberal)

“Quando chegam ao museu, essas pessoas acabam descobrindo histórias sobre o Círio que não haviam sido contadas antes. O próprio Círio Negro também. A gente tenta introduzir para o visitante outras visões, além até do próprio cunho religioso, mas uma visão cultural, antropológica a partir do Círio e do que ele vai representar. A gente fala também sobre movimentos como a Festa da Chiquita, sobre o Arraial do Pavulagem, destacando coisas como a gastronomia, porque a culinária de Belém muda conforme o Círio. E isso encanta muitos visitantes. Isso faz parte não apenas daquele momento de Círio, mas também constrói a memória cultural, afetiva e gastronômica da cidade e a relação entre as pessoas”, acrescenta o mediador do museu.

Confira quais são os museus do estado, os horários de funcionamento e exposições atuais

- Museu das Amazônias (Complexo Porto Futuro)

Exposição: “Amazônia”, de Sebastião Salgado

Exposição: Ajuru – mostra imersiva

- Espaço Cultural Casa das Onze Janelas:

Exposição: Do Rio ao Mar – Fotógrafo paraense Luiz Braga

Exposição: Belém Refigurada

- Museu do Círio

Exposição: Círio – Festa em Movimento

- Museu do Marajó (Cachoeira do Arari)

(sem exposições informadas)

- Museu do Estado do Pará (MEP)

Exposição: Você Já Escutou a Terra?

- Forte do Presépio / Museu do Forte do Presépio

Museu do Forte, com:

Acervo arqueológico de povos originários

Sala Guaimiaba

Exposições permanentes

- Memorial da Cabanagem

(sem exposições informadas)

- Memorial Verônica Tembé (Utinga)

(sem exposições informadas)

- Memorial Amazônico da Navegação (Mangal das Garças)

(sem exposições informadas)

- Museu da Imagem e do Som (MIS) – Palacete Faciola e Centro Cultural Palacete Faciola

Exposição: Claudia Andujar – Cosmovisão

Exposição do filme: Um Dia Qualquer

- Museu de Gemas (São José Liberto)

(sem exposições informadas)

- Parque Cemitério Soledade

(sem exposições informadas)

Funcionamento

Museus: 9h às 17h, de terça a domingo

Memorial da navegação: Segue horário do Mangal das garças – 8h ás 18h de terça a domingo

Memorial Verônica Tembé: Segue o horário do Utinga – 6h ás 17h de quarta a segunda-feira

Museu de gemas: Segue horário do Espaço São José Liberto – Terça a domingo

Entrada

O ingresso nos museus estaduais custa R$4,00, com gratuidade para todos às terças e no primeiro domingo do mês. Os espaços também aceitam gratuidade para professores, estudantes e pessoas com deficiência.

Confira quais são os museus do município, os horários de funcionamento e exposições atuais

- MABE – Museu de Arte de Belém (Palácio Antônio Lemos)

Horário de funcionamento:

Terça a Sexta: 9h às 14h

Ingresso:

Gratuito

Exposições:

Acervo próprio com mais de 2 mil obras, incluindo originais.

Mostra temporária: Vazio Sobre Terra — em exibição nas salas térreas até o início de fevereiro.

Exposição permanente: Acervo no pavimento superior.

- Museu Casa Francisco Bolonha (Palacete Bolonha)

Horário de funcionamento:

Terça: 9h30 às 11h30 / 14h às 16h

Quarta: 9h30 às 11h30 / 14h às 16h

Quinta: 9h30 às 11h30 / 14h às 16h

Sexta: 9h30 às 11h30 / 14h às 16h

Ingresso:

Gratuito

Exposições:

Exposição permanente: O próprio casarão funciona como acervo, preservando arquitetura eclética e mobiliário da elite belenense de 1905.

Não recebe exposições temporárias, para preservar o imóvel.

- Teatro Popular Nazareno Tourinho

Horário de funcionamento:

Segunda a Sexta: 9h às 14h

Ingresso:

Gratuito

Exposições:

Recebe expositores periodicamente, mas não há exposições em cartaz neste momento.

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