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Comunidades quilombolas encerram manifestação na rodovia BR-316

Os manifestantes exigiam do Dnit obras na rodovia BR-422, que reúne diversas comunidades quilombolas do nordeste do estado

Camila Azevedo

Comunidades quilombolas fizeram um ato na rodovia BR-316, em Belém, na manhã desta quarta-feira (3). Os manifestantes se dirigiram à sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para cobrar obras na rodovia BR-422. A rodovia federal, que reúne diversas comunidades de remanescentes de quilombos, segundo os manifestantes, está em condições precárias, no trecho entre os municípios de Cametá e Limoeiro do Ajuru, impedindo a passagem de transportes e pessoas. A manifestação foi dispersada por volta das 14h25.

O prefeito da cidade de Cametá, nordeste paraense, esteve presente no local para ajudar a população na cobrança. De acordo com Vitor Cassiano, cerca de 400 pessoas se reuniram cobrando melhorias. “A trafegabilidade onde o DNIT faz a manutenção da BR-422 está toda comprometida. Estamos com problemas de transporte escolar, problema de remover pacientes em nossas ambulâncias e os produtores não tem por onde escoar sua produção. A população está cansada, são anos e anos de sofrimento”, diz o mandatário.

Os moradores que vivem às margens da via reclamam que o sofrimento já dura anos e nenhuma previsão de melhoria é dada. Franciele Marques, de 40 anos, está entre o grupo e conta que o único trabalho realizado na estrada é de raspagem da lama, o que não adianta muita coisa quando volta a chover. “Nossas crianças que estudam pegam essa estrada. Temos vídeos delas patinando na lama que se forma. No verão, é muita poeira, é prejudicial pra saúde, já perdemos pessoas que morreram esperando atendimento. Eles só raspam e quando a chuva vem, volta tudo ao normal”, relata.

Franciele afirma, ainda, que o povo só quer uma resposta. “Somos pais de família que deixamos filhos pequenos, saímos ontem da nossa localidade, foi uma viagem cansativa de balsa e estamos aqui nesse quente. Ninguém veio para brigar”.

A BR-316, no sentido Belém - Ananindeua, ficou parcialmente interditada. Apenas o túnel do Entroncamento está liberado. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal estavam na frente da sede do Dnit, no quilômetro zero da BR-316, e acompanharam a manifestação.

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Em nota, o DNIT informou que tem atuado nas rodovias federais do Pará sob jurisdição para garantir a trafegabilidade e segurança aos segmentos. “O trecho mencionado da BR-422/PA, entre os municípios de Limoeiro do Ajuru e Cametá, está coberto por contrato de manutenção para que sejam garantidas as condições necessárias para o tráfego de veículos. As medidas são importantes principalmente em razão da posição rebaixada do segmento em relação ao nível do Rio Tocantins, que enche significativamente nos períodos de chuva”, informa a nota.

Além disso, a entidade avança nos trabalhos necessários a futuro implantação do segmento da BR-422 e afirma já ter um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) contratado. “Atualmente, as equipes do Departamento executam a etapa de elaboração do estudo, uma das fases que antecedem a de contratação das obras”, completa a nota.

Belém
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