Campanha de doação de sangue da Santa Casa aposta no clima da Copa do Mundo para reforçar estoques
A iniciativa integra a programação do Junho Vermelho, movimento que busca conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária de sangue
Com o tema inspirado na Copa do Mundo de Futebol, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará realizou, nesta terça-feira (2), uma campanha de doação de sangue em Belém. A ação ocorreu das 8h às 17h, no auditório do Centro de Ensino e Treinamento em Saúde (CETS) da instituição, com o slogan: “Jogue no time de quem doa para poder salvar o próximo. Marque esse golaço e leve esperança, cuidado e vida para quem precisa”.
A iniciativa integrou a programação do Junho Vermelho, movimento que busca conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária de sangue. Referência no atendimento materno-infantil e na realização de procedimentos de alta complexidade no Pará, como transplantes hepáticos e renais, a Santa Casa destacou a necessidade de manter os estoques abastecidos para atender a demanda de pacientes que necessitam de transfusões.
Cada doação poderia beneficiar até quatro pessoas. Para participar da campanha, era necessário ter entre 16 e 69 anos de idade. Menores de 18 anos precisavam apresentar autorização dos responsáveis legais, enquanto pessoas acima de 60 anos deveriam ter realizado pelo menos uma doação anteriormente.
Além disso, os voluntários precisavam estar em boas condições de saúde e pesar mais de 50 quilos. As mulheres podiam doar até três vezes por ano, com intervalo mínimo de três meses entre as doações, enquanto os homens podiam doar até quatro vezes por ano, respeitando o intervalo de dois meses.
Segundo a coordenadora da Agência Transfusional da Santa Casa, Márcia Basílio, o estoque da instituição estava em situação considerada satisfatória, mas ainda exigia reposição constante, principalmente dos tipos sanguíneos O positivo e O negativo, utilizados com frequência em atendimentos de emergência.
“Nosso estoque estava bom, mas não excelente. Temos uma média de necessidade de cerca de 50 transfusões por mês. Os tipos sanguíneos que mais precisavam ser repostos eram o O positivo e o O negativo, justamente para atender os casos de emergência”, explicou.
A expectativa da instituição foi receber cerca de 150 doações durante a campanha deste ano, realizada em alusão ao Junho Vermelho e ao Dia Internacional do Doador Voluntário de Sangue.
“Essa edição foi alusiva ao Junho Vermelho, uma campanha que realizamos todos os anos. A expectativa era receber um público diverso, especialmente servidores da Santa Casa, já que a ação foi voltada para esse público, mas também aberta à participação de outros doadores”, afirmou a coordenadora.
Márcia Basílio destacou que campanhas permanentes eram fundamentais para garantir o atendimento dos pacientes assistidos pela instituição, especialmente mães e recém-nascidos.
“A Santa Casa tem como missão salvar o binômio materno-infantil. Somos a maior maternidade da Amazônia e do Norte do país. Por isso, precisamos realizar campanhas, caravanas e fortalecer parcerias para garantir a captação contínua de doadores. O público materno-infantil era o que apresentava a maior demanda por transfusões”, ressaltou.
A coordenadora reforçou que a população poderia contribuir durante todo o ano, observando os intervalos recomendados entre as doações. “Doar sangue é um gesto simples, seguro e que salva vidas diariamente”, concluiu.
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