Acidentes com arraias aumentam 133% em Belém; saiba como evitar

As arraias costumam permanecer parcialmente enterradas na areia, principalmente em áreas rasas e de águas calmas. E a maioria dos acidentes ocorre quando o banhista pisa no animal sem perceber

Saul Anjos
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O número de casos de ferroadas de arraias aumentou 133% em Belém. Dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) registram 45 situações dessa natureza em 2025. As arraias costumam permanecer parcialmente enterradas na areia, principalmente em áreas rasas e de águas calmas. E a maioria dos acidentes ocorre quando o banhista pisa no animal sem perceber.

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Segundo o médico veterinário Claudio Douglas de Oliveira Guimarães, da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), uma medida simples pode reduzir significativamente o risco de acidentes com arraias durante os momentos de lazer nas praias.

“Em vez de caminhar levantando os pés, o ideal é arrastá-los suavemente pela areia ao entrar na água. Esse movimento provoca uma pequena vibração e faz com que a arraia perceba a aproximação da pessoa, tendo a oportunidade de se afastar naturalmente, evitando o contato e diminuindo as chances de um acidente”, explica o veterinário.

O especialista reforça ainda que os banhistas devem evitar tocar ou tentar capturar esses animais, mesmo quando encontrados próximos à faixa de areia.

“As arraias não são animais agressivos e os acidentes geralmente acontecem como uma reação de defesa, quando elas se sentem ameaçadas ou são pisadas acidentalmente. Por isso, a prevenção e o respeito ao espaço desses animais são fundamentais”, orienta.

Claudio Douglas também destaca a importância de manter as crianças sempre acompanhadas por um adulto e seguir as recomendações das equipes de vigilância que atuam nas praias durante o período de veraneio, contribuindo para um lazer mais seguro para todos.

Atendimento imediato é fundamental

Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber o atendimento adequado. Não é recomendado utilizar substâncias caseiras, fazer cortes no local do ferimento ou tentar retirar possíveis fragmentos do ferrão sem assistência especializada, pois essas práticas podem agravar a lesão. A limpeza correta do ferimento e o tratamento precoce são fundamentais para aliviar a dor, prevenir infecções e evitar complicações.

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