Academias ao ar livre de Belém enfrentam falta de manutenção e equipamentos danificados
Trechos da avenida Duque de Caxias e João Paulo II, no bairro do Marco, têm problemas nos espaços públicos que são utilizados para exercícios
Moradores de Belém denunciam problemas de conservação em academias ao ar livre instaladas em diferentes pontos da cidade. Na academia localizada na avenida Duque de Caxias com a travessa Lomas Valentinas, no bairro do Marco, um dos equipamentos foi danificado recentemente, comprometendo o uso do espaço. Já na academia da avenida João Paulo II, também no Marco, diversos aparelhos apresentam sinais de deterioração e falta de manutenção, que já dura anos.
No trecho da avenida Duque de Caxias, entre as travessas Lomas Valentinas e Angustura, a recém-inaugurada academia ao ar livre já apresenta sinais de vandalismo. Um dos aparelhos de ginástica instalados no canteiro central foi arrancado e permanece danificado. Até o momento, o equipamento não foi recolocado e está apoiado em uma árvore ao lado do espaço. O comerciante Antônio Carlos de Santos, 66, que mora em uma vila próximo à via, diz que a situação já se prolonga há semanas.
“Vieram aqui e quebraram o aparelho. Não posso lhe dizer que vi alguém quebrando, mas já vi alguns estudantes vandalizando, Chegaram aqui e brincaram de um jeito errado. Outro não estava brincando, o outro estava saqueando, forçando o aparelho. Mas eu acho que falta fiscalização. Falta fiscalização, guarda municipal. Levou tanto tempo para ser construída e em pouco tempo destruíram. Se nós temos uma guarda municipal que é para trabalhar em prontidão do povo, mas o que eles fazem? Não fazem nada. Só passeiam de carro para lá e para cá”, relata.
Falta de fiscalização
O morador defende o reforço da fiscalização na área e a presença mais frequente da Guarda Municipal. Segundo ele, a falta de monitoramento contribui para atos de vandalismo e depredação do espaço público. Ele afirmou ainda que a avenida Duque de Caxias é uma área valorizada da cidade e que a população precisa de mais segurança. “Passando a Angustura, quebraram um banco, um banquinho. O elemento chegou, bateu com uma pedra e partiu no meio. Está lá jogado. Quebraram uma plaquinha dessas plaquinhas de identificação do espaço”, reforça o morador.
“E se ficar assim, sem fiscalização, o espaço vai ser destruído. Isso aqui já está sendo arrebentado. Se não houver uma guarda municipal para tomar conta, não adianta. Mas estão sendo pagos para quê? A prefeitura paga para o pessoal estar passeando de carro, gastando gasolina?”, completa.
Estrutura deteriorada
Já na academia ao ar livre localizada na avenida João Paulo II, também no bairro do Marco, o cenário é de abandono e falta de manutenção. Diversos equipamentos apresentam sinais visíveis de desgaste, com estruturas enferrujadas, como as barras de exercícios, além de aparelhos deteriorados pela ação do tempo. Por serem construídos em concreto, alguns equipamentos exibem rachaduras, desgaste na superfície e, consequentemente, perda das condições adequadas de uso, como relata o segurança Pedro Costa, de 72 anos.
Segundo ele, os problemas se arrastam há anos, sem que haja intervenções para recuperação ou substituição dos aparelhos, comprometendo a prática de atividades físicas no local. “Sempre foi assim,mas dá para quebrar o galho. Frequentemente. Constantemente estou fazendo exercícios, correndo e andando aqui nesse canteiro da João Paulo II. Mas se houvesse melhorias, seria possível usar de uma forma melhor, seria melhor para o público”, comenta. Todos estão avariados, já estão sucateados. O público sempre anseia pela melhoria do bem público”, comenta.
“É natural também que isso tenha um custo, mas o importante é melhorar. Isso aqui está esquecido há alguns anos, necessitando de reparos para um melhor preparo físico do público que faz desse canteiro sua academia pública. O preparo físico também é conseguido aqui, para toda faixa etária, mas poderia melhorar”, acrescenta Pedro, que mora no bairro do Marco.
Posicionamento
Sobre os casos citados, a Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento à Prefeitura de Belém e ao Governo do Estado. A reportagem aguarda retorno.
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