4º Arrastão do Pavulagem encerra quadra junina com alegria e festa neste domingo (5)
O cortejo iniciou às 9h, na Praça da República, e partiu rumo à Praça Waldemar Henrique
O 4º Arrastão do Pavulagem 2026 encerra a quadra junina neste domingo (5), com o tradicional cortejo em Belém. Partindo da Praça da República e rumo à Praça Waldemar Henrique, cerca de 1,2 mil brincantes do Batalhão da Estrela — entre dançarinos, músicos, porta-bandeiras, porta-estandartes e pernaltas — celebram a cultura paraense ao lado do público formado por aproximadamente 35 mil pessoas. Crianças, idosos e jovens se divertem nessa manhã com o Boizinho Azul, que recebe os convidados Boi Malhadinho, Boi da Banda (Igarapé-Miri) e Projeto Cidadania Pop Rua, além do grupo Sancari de Carimbó e do cantor Felipe Cordeiro.
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Entre os brincantes, está a pernalta Letícia Guedes, que acompanha o Arrastão do Pavulagem há mais de cinco anos. Em 2026, ela participou dos quatro cortejos no Batalhão da Estrela, se dividindo entre a dança em cima das pernas de pau e o apoio aos colegas. “Está sendo uma experiência muito emocionante, incrível”, diz.
Cortejo pelas ruas de Belém
O Pavulagem inicia às 9h, na Praça da República, com a Roda Cantada. Durante a concentração do Batalhão da Estrela, brincantes organizam as posições e começam a festa com danças e cantorias. Ao redor, o público já se reúne e a animação para sair pelas ruas é forte. O cortejo se dirige à Praça Waldemar Henrique a partir das 10h, passando pela avenida Presidente Vargas e a rua Municipalidade.
A aposentada Maria Célia Almeida, de 67 anos, participou de todos os cortejos em 2026, acompanhada pelos filhos Renata e Edevaldo Almeida. Ela conta que estava planejando o dia há uma semana e, para curtir com tranquilidade, levou cadeiras e sombrinhas. Maria Célia prestigia o Arrastão do Pavulagem há mais de 15 anos: “Esse momento é muito especial para nós, a gente gosta muito.”
'Bandeira da Guarnição'
Nesse ano, o Arrastão do Pavulagem tem como tema “Bandeira da Guarnição”. O destaque é dado à importância de preservar o conhecimento tradicional da Amazônia. Além disso, o festejo objetiva cuidar e reconhecer quem faz a cultura permanecer viva, perpetuando os saberes.
Júnior Soares, músico e co-fundador do Arraial do Pavulagem, ressalta que é maravilhoso ver as pessoas se divertindo, interagindo e curtindo o arrastão juntas. “Isso é um bem que faz quando você está na rua, convivendo e saindo do seu isolamento social. Proporcionar isso para as pessoas é uma alegria para nós. Isso cura. Trazer a música, a tradição, a cultura popular com todo mundo aqui na rua, celebrando a cultura amazônica, isso é muito bacana para nós”, afirma.
Durante o último arrastão, Júnior diz que o sentimento é de felicidade: “Deu tudo certo. Fazer um arrastão desse tamanho nas ruas não é fácil. Então, eu acho que a gente conseguiu fazer com que as pessoas viessem para cá, construir esse território de cidadania com segurança e tranquilidade. Fechamos o nosso período junino com chave de ouro.”
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