TRE-PA apresenta esquema de segurança junto às forças estaduais e federais

Ação estratégica conta com servidores do governo do Pará e de órgãos deferais e visa à garantir da segurança dos eleitores durante a votação

Elisa Vaz

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e as forças de segurança pública se reuniram na tarde desta quinta-feira (20) para definir o plano de segurança no segundo turno das eleições, marcado para o dia 30 deste mês. No geral, ficou definido que a estratégia será quase a mesma do primeiro turno, com diferença apenas no aumento do efetivo e a concentração de órgãos em locais que tiveram mais problemas na ocasião. Estiveram presentes representantes do Comando Conjunto Norte (CCjN), Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e a Guarda Municipal de Belém e dos municípios de Ananindeua e Marituba.

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De acordo com a presidente do TRE-PA, desembargadora Luzia Nadja Guimarães, o trabalho no primeiro turno foi "tranquilo" e as eventuais ocorrências que foram registradas não fugiram da anormalidade e não chamaram atenção. Em relação à segurança pública, ela disse que, semanas atrás, foram realizadas reuniões para firmar parcerias com representantes estaduais da Pasta e com as Forças Armadas para o primeiro turno. Foi justamente este o objetivo do encontro que antecede a segunda fase de votações.

"Nós estamos somando esforços para dar tranquilidade ao eleitorado no comparecimento às urnas. E esta reunião não é diferente, o objetivo é firmar parcerias. O plano de ação que será executado terá poucas mudanças do primeiro turno, considerando que os mesmos locais que receberam apoio são os que nós estamos avaliando para o segundo turno. Nós estamos identificando assunto por assunto e discutindo quando é alguma atuação que precisa ser mais efetiva em algum local que nos trouxe mais ocorrências que outros. Isso estamos tratando com a força de segurança pública responsável por aquele município ou pela zona eleitoral", pontuou.

Em relação à polarização das eleições neste segundo turno, que tem se intensificado, Luzia avaliou que "a diversidade política faz parte de toda eleição". Quanto a eventuais situações que ocorram por uma questão de conflito de posicionamentos de eleitores, o órgão está adotando medidas no sentido de tranquilizar o eleitorado de que terão a oportunidade de fazer sua escolha na urna. "A urna é o local para que se faça a escolha, então, se eu puder me me dirigir aqui ao nosso eleitorado, é que compareçam às urnas com tranquilidade. Exerça esse direito consagrado do voto e escolha aquele que realmente acredita que vai lhe representar durante quatro anos".

Forças

Porta-voz do CCjN, o tenente-coronel Itacir Blondé ressaltou que o Centro de Operação Conjunta do Ministério da Defesa será ativado no dia 24. Regionalmente, o Comando está organizado em três forças: Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira. "Nós estamos atuando, agora no segundo turno, semelhante a como foi no primeiro turno. O efetivo que nós estamos empregando gira em torno de 4.600 homens, distribuídos não somente no Estado do Pará, mas também no Amapá e Maranhão", adiantou.

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Do total de trabalhadores, 3.955 são do Exército Brasileiro (EB) por meio da Força Terrestre Componente (FTC), 504 da Marinha do Brasil (MB) via Força Naval Componente (FNC), 102 da Força Aérea Brasileira (FAB) por meio do Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR), e 46 do Estado-Maior (EM) do CCjN. Além disso, são 511 meios, sendo 258 veículos locados, 211 viaturas militares, 25 embarcações, oito navios, cinco aeronaves de asa fixa e quatro helicópteros.

Os locais que terão reforço no Pará no dia 30 ainda não estão definidos, mas, por uma questão estratégica, a força sai de Ourém e entra em Marapanim. "Nós vamos receber essa solicitação do TRE, e aí nós deslocaríamos nossas tropas para esses locais, mas, a princípio, o efetivo continua sendo o mesmo, se diminui em uma localidade complementa em outra". A ação do CCjN inclui, entre outras, o acompanhamento da votação e apuração, sendo que as tropas deverão estar na posição no dia anterior à eleição e não podem ser empregadas no policiamento rotineiro ostensivo.

Governo

O tenente-coronel Glauco Maia participou da reunião representando o titular da Segup, Ualame Machado, e afirmou que será mantido basicamente o mesmo planejamento no segundo turno, já que as áreas de interesse operacional são as mesmas e a atuação integrada seguirá os mesmos moldes do primeiro turno. O efetivo, por sua vez, não será igual: a Polícia Militar e a Civil terão mais servidores trabalhando, embora o número ainda não esteja definido. Sabe-se apenas que serão mais de 8.500 homens só do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp).

Também será estabelecido um grupo de contingência - mas o número de pessoas não está definido ainda. "Tivemos uma reunião anteontem e existe interesse em saber qual o efetivo de contingência que terá empregado em todo o país, não só aqui no Estado, nas forças de segurança, para o caso de uma necessidade. Essa tropa de contingência vai se manifestar por meio do Comando de Missões Especiais. O número exato nós ainda não temos, vai ser definido até o dia da eleição, nós vamos lançar inclusive dentro da nossa plataforma", destacou.

Glauco ainda ressaltou que, no primeiro turno, também havia uma equipe de contingência à prontidão, mas que nem sempre ela é usada. Ele também avaliou que é "importantíssima" a atuação dos órgãos de segurança: "Nós temos, através das operações, o resultado mais perfeito e de melhor qualidade possível, porque você tem o órgão de polícia ostensiva, tem o órgão de polícia judiciária, então cada um já vai atuando conforme a necessidade vai aparecendo na ocasião".

Pela Polícia Militar, todos os 144 municípios serão atendidos, sendo que haverá reforço em pelo menos 93. Todos os locais de votação terão o emprego de, no mínimo, dois policiais militares. Serão feitas rondas policiais abrangendo mais de um local, além de policiamento nos locais de totalização e apuração de votos.

Federal

Também farão parte do esquema a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. A primeira, de acordo com o delegado James Miranda, tem a missão de proteger e de garantir o voto, o que, no primeiro turno, só foi possível graças a todos os órgãos, afirmou ele. "No primeiro turno não tivemos problema na PF. No segundo estaremos reforçando o efetivo em virtude da posse dos novos servidores, e também vamos reforçar a ação preventiva no dia anterior à votação e a operação com drones em algumas áreas problemáticas apontadas", enfatizou.

Já Ivan Lima, que estava representando a PRF, disse que órgão atuará na Região Metropolitana de Belém (RMB) e nas cidades de Castanhal, Santa Maria, Capanema, Cachoeira do Piriá, Ipixuna, Dom Eliseu, Marabá, Altamira, Santarém e Itaituba. Na capital e RMB haverá um efetivo de nove policiais rodoviários federais e três viaturas, com prontidão às 9h na sede do TRE-PA. Nas demais regiões, o efetivo será de seis policiais e duas viaturas, com prontidão às 10h na Unidade Operacional (UOP) de Castanhal.

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