Conselho Warao articula demandas de indígenas venezuelanos na Grande Belém
Formado por 45 refugiados, colegiado atua como instância de representação comunitária
Os indígenas venezuelanos da etnia Warao que vivem no Pará têm estruturado formas próprias de organização comunitária para dialogar com instituições públicas e organizações humanitárias. Em Belém e na região metropolitana, esse processo se materializa por meio de um conselho indígena formado exclusivamente por refugiados Warao, que atua como principal instância de representação do grupo no território.
Segundo a assistente de campo e porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Belém, Ludmilla Barros, o conselho reúne atualmente 45 integrantes e tem abrangência regional, incluindo Belém, Ananindeua, Benevides e o distrito de Outeiro. O colegiado é responsável por articular demandas, representar as comunidades e facilitar o diálogo com instituições governamentais e organizações da sociedade civil que atuam com população migrante e indígena.
Na Grande Belém, vivem atualmente cerca de 807 indígenas Warao, segundo estimativas citadas pela representante da ACNUR. Desse total, a maioria está em Outeiro, mas há também grupos distribuídos em municípios e regiões como Ananindeua, Benevides, Santarém e Marabá. A presença dessa população se intensificou nos últimos anos, em decorrência do fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil, motivado por fatores socioeconômicos e humanitários.
“Em Belém, temos cerca de 807 indígenas venezuelanos Warao, somente na grande Belém, mas desse total, a maioria reside em Outeiro. Também tem alguns em estão em Santarém, Marabá, Ananindeua e Benevides, por aí vai”, estaca Barros.
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A organização por meio de conselhos é considerada uma estratégia fundamental para fortalecer a autonomia das comunidades, garantir representatividade e facilitar a implementação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas em contexto de migração. A atuação desses espaços também contribui para a identificação de demandas prioritárias, como o acesso à saúde, assistência social, educação e regularização documental, além de ações de integração local.
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