Repórter transmite vídeo ao vivo da casa onde bebê de um ano e oito meses foi torturada e estuprada

Em Parauapebas, a jornalista Mel Nascimento percebeu a porta da residência aberta e entrou para mostrar o ambiente onde a vítima morava

Redação Integrada

Após a repercussão da morte da bebê de um ano e oito meses, em Parauapebas, a jornalista da RedeTV Mel Nascimento foi até a residência do casal Deyvyd Renato Oliveira Brito, de 31 anos, e Irislene da Silva Miranda, de 28 anos, e gravou um vídeo mostrando o ambiente onde a criança sofria abusos sexuais e tortura, no bairro da Liberdade.

O vídeo foi transmitido ao vivo no dia 10 de janeiro e mostra um lugar sujo e desarrumado, com várias imagens de santos e encantados, bonecas, objetos de cera, ovos podres, garrafas de bebidas alcoólicas e fotos de casais e autoridades locais, segundo a jornalista, banhados em sangue de cordeiro, usados em rituais satânicos. No vídeo, Mel Nascimento também mostra o quintal e a lateral da residência.

"Eu entrei ao vivo (no Facebook) por motivo de segurança para os meus seguidores saberem tudo o que está acontecendo. (...) Estamos neste lugar macabro, onde tem muita foto de casal (usadas em rituais) para os casamentos desmancharem, não darem certo. (...) É nessa casa onde morava a criança que foi assassinada brutalmente (no dia 13 de janeiro), usada em ritual de magia negra", relata a repórter, que entrou ao perceber que a porta da casa estava aberta.

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Um morador que pediu para não ser identificado narrou o que aconteceu antes da chegada da polícia. Ele revelou para a repórter que sabia que o casal fazia rituais satânicos e que se outros moradores soubessem, seriam expulsos do lugar. Por outro lado, não desconfiava que os dois abusavam da criança e a usavam como oferenda para esses rituais. 

"Ela (a criança) estava servindo (de oferenda) para o ritual deles (Dayvyd e Irislene)", disse o morador. "Ele (Dayvyd) chegou em casa pedindo álcool para (reanimar) a criança. (...) Quando eu cheguei (na casa) a mulher dele (Irislene) estava ao lado da cama e a menina praticamente sem vida, em cima da cama. Quando eu cheguei meu 'olho' foi certo na cara dela, vi que estava vestida, mas não vi se estava 'melada' ou não. (...) Coloquei a mão no peito da menina para sentir o batimento cardíaco e nada. Segurei a mão para sentir o pulso, mas estava fraco. E em momento nenhum ele falou em ir para o hospital."

Polícia
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