Quadrilha furta dezenas de celulares em bloco de carnaval em Nazaré; contas também foram invadidas

Além do furto dos aparelhos, criminosos ainda tiveram acesso a contas de bancos e redes sociais

Redação Integrada

No primeiro final de semana de pré-carnaval em Belém, pelo menos 30 pessoas foram furtadas em um único bloco que saiu às ruas do bairro de Nazaré no último sábado (11). Os relatos de vítimas inundaram as redes sociais, com foliões dizendo como perderam objetos de valor - sobretudo, telefones celulares - no bloco de carnaval que saiu da avenida Magalhães Barata e percorreu o quarteirão entre Alameda José Faciola e travessa 14 de Março. Devido à similaridade dos ataques e modus operandi dos criminosos, há a suspeita de que os furtos tenham sido cometidos pelos mesmos envolvidos, na ação de uma quadrilha.

A jornalista Karina Bentes conseguiu ter contato direto com cerca de 30 vítimas dos crimes, contudo, ela crê que, pelo menos, 50 pessoas tenham sido furtadas na ação dos criminosos. "Quando fui furtada, percebei que, ao meu redor, umas outras quatro pessoas também tinham sido. Pessoas apalpando os bolsos, as pochetes, percebendo que estavam sem celular", disse Karina, que após perceber a gravidade do caso, decidiu tentar encontrar mais vítimas nas redes sociais.

"Fiz a publicação no Instagram, Facebook, Twitter, e viralizou. Só no Twitter, tive mais de cinquenta replys, de pessoas que foram vítimas ou de gente que conhecia um amigo que tinha sido furtado", explicou a jornalista, que disse ainda que criou um grupo para colher os relatos da vítimas e procurar as autoridades.

"Eu fui comprar uma bebida e esbarrei com alguém, com muita força. Quando levantei a cabeça, vi que meu celular não estava mais na minha pochete, que estava totalmente aberta. Pensava que era só um descuido meu, mas me marcaram em um post do Twitter, e aí vi que muito mais gente tinha sido furtada", disse a criadora de conteúdo Larissa Couto.

A ação dos criminosos ficou ainda mais grave quando pessoas começaram a terem suas contas invadidas. Além de acessarem as redes sociais e tentaram aplicar golpes em parentes e amigos, se passando pelas vítimas, os criminosos tiveram acesso a conta bancária de algumas pessoas. "Teve uma moça que perdeu 3 mil reais, em uma transferência. Eles invadiram celulares com senha e conseguiram transferir dinheiro para outras contas", explica a jornalista.

A cantora Juliana Sinimbu, uma das atrações do bloco, também foi vítima e alertou amigos nas redes sociais. "Levaram meu celular e de mais uma galera. O pessoal que foi roubado tá tendo sérios problemas com suas senhas e mensagens que estão passando para aplicar golpe. Caso recebam alguma coisa de mim, não sou eu! Tô sem meu número e correndo pra alterar tudo por aqui", disse cantora.

Inicialmente, as vítimas registraram boletins de ocorrência em delegacias locais. Contudo, com a invasão das contas digitais, o grupo procurou a Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). 

Nos relatos das pessoas que se reuniram para procurar a Polícia, todos contam que os criminosos atuaram de forma similar. Eles primeiro criavam um tumulto, empurrando os foliões, como é comum em aglomerações de pessoas no carnaval. Quando o "empurra-empurra" acabava, a vítima percebia que tinha sido furtada. pois eles abriam pochetes e bolsas sem que as pessoas percebessem. A similaridade dos ataques e o foco dos bandidos - que sempre procuravam levar os celulares - faz com que as vítimas acreditem se tratar de uma quadrilha.

Em nota, a coordenação do bloco de carnaval disse que lamenta os furtos ocorridos durante o cortejo do bloco e informou que se preocupou antecipadamente coma segurança dos brincantes tanto dentro como fora do Vila Container, espaço usado para concentração do evento.

"Foram contratados seguranças particulares para o controle dentro e fora do Vila Container. No entanto, para que o bloco fizesse o cortejo nas ruas, todas as licenças e autorizações foram devidamente solicitadas e, quando se trata de um evento que envolve vias públicas, a segurança deve estar entre essas prioridades, não apenas o bloqueio de ruas e respeito à igreja. Por mais que queiramos que não haja nenhuma ocorrência, sabemos dos riscos que envolve carnaval de rua. Não é o primeiro e, infelizmente, não será o último que envolva furtos ou algo do tipo", disse o comunicado na produção.

Polícia
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