Polícia Civil prende cinco acusados de participar de um homicídio no Pará

Operação "Perséfone" elucidou crime ocorrido na véspera de Natal de 2017

Victor Furtado

Cinco pessoas foram presas na operação "Perséfone'', nesta quarta-feira (1º de julho), na operação "Perséfone". Eram acusados de coparticipação em um assassinato ocorrido em 24 de dezembro de 2017, no município de Abaetetuba. A vítima era Rodivaldo Pinheiro Trindade, feirante conhecido como “Pula”. O homem caminhava em via pública quando foi atingida por seis disparos, vindos de um homem numa motocicleta. O trabalhador morreu no local. Os mandados de prisão foram cumpridos em Belém, Abaetetuba e Santa Izabel do Pará.

 

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“Foram mais de dois anos de investigação, realizada pela Divisão de Homicídios de Abaetetuba, que apurou que a vítima possuía vultosa quantia em sua conta bancária. Sua ex-companheira, Joelma Ferreira Maués, mentora intelectual do crime, foi presa", explicou o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Alberto Teixeira. A acusada também clonou o cartão bancário da vítima e passou a realizar compras, fazer saques e transferências de valores para outras contas bancárias.

“Tudo isso em unidade de desígnios e comunhão de ação com os demais presos hoje. Após retirarem todo dinheiro que a vítima possuía na conta bancária, decidiram matá-lo, temendo as consequências quando a vítima descobrisse que sua conta bancária estava zerada. Todos os envolvidos foram identificados, inclusive as investigações deixaram claro que todos receberam valores oriundos da conta da vítima”, destacou Alberto Teixeira. A operação contou com 36 policiais civis.

Rafael Farias de Melo, considerado executor dos disparos, também foi identificado no decorrer das investigações. Ele morreu em 2018, devido problemas de saúde. O executor dos disparos, à época do crime, era companheiro de uma das coautoras que foi presa na operação Perséfone. Os demais presos nesta quarta foram Bárbara da Silva Negrão, Iara da Silva Negrão, Lidiane Pinheiro Trindade e Raimundo Miranda. O caso ganhou intensa repercussão em Abaetetuba, pois a vítima era feirante conhecido e querido na cidade.

Perséfone, na mitologia grega, era uma mulher belíssima. Tanto que encantou e fez Hades, o deus dos mortos e dos infernos perder a cabeça por ela (não literalmente). Ele a sequestrou e obrigou a casar-se com ele. Eventualmente, a relação tóxica e o ambiente em que vivia, nas trevas, a transformou em outra divindade: Proserpina, que tinha um comportamento sombrio e inescrupuloso. Nessa transformação, a deusa acabou conhecendo "segredos demais" do mundo da escuridão. Esses segredos e a corrupção da pessoa são o que levaram a PC a batizar a operação com esse nome.

Polícia
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