Paraense que retornou ao Brasil após nove anos presa na Síria passa por acolhimento
Karina Aylin Rayol e o filho de sete anos foram resgatados com apoio do Itamaraty e da Polícia Federal, após anos em um campo de detenção em meio a conflitos de guerra

A paraense Karina Aylin Rayol Barbosa, de 28 anos, que passou mais de nove anos na Síria, no Oriente Médio, recebe acolhimento da família desde que voltou ao Brasil, na última quarta-feira (27). Ao lado do filho de sete anos, ela desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP) em um voo vindo da capital Damasco. Os familiares da jovem estão reunidos com ela. O Itamaraty auxiliou no resgate de Karina e do filho.
A paraense estava detida em um campo de detenção em território sírio, em meio a conflitos de guerra. Ela é considerada pelas autoridades a única brasileira ainda viva que integrou o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.
Depois de prestar depoimento às autoridades federais, Karina seguiu para se reencontrar com os familiares em São Paulo, cidade onde residem atualmente. À Redação Integrada de O Liberal, nesta quinta-feira (28), a irmã de Karina informou que, neste primeiro momento, prefere não se pronunciar publicamente sobre o caso. Mas garantiu que estão oferecendo acolhimento e todo o apoio necessário tanto para a jovem quanto para o filho.
Karina foi resgatada com o apoio de autoridades internacionais. Também nesta quinta, uma fonte do Itamaraty informou à Redação Integrada de O Liberal que “o Ministério das Relações Exteriores prestou assistência consular à paraense”. “Maiores detalhes do processo de repatriação são sigilosos”, disse a fonte.
O reencontro com os familiares simboliza o início de um período de readaptação no Brasil, após quase uma década em uma realidade marcada pela guerra. Karina e o filho permanecem sob acompanhamento das autoridades brasileiras, enquanto a família reforça o desejo de garantir um ambiente seguro e reservado para a retomada da vida no país.
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