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Moradores denunciam suposto matadouro clandestino que abastece Belém e região com carne de porco

Polícia Civil realizará diligências para investigar o caso

O Liberal

​Moradores da comunidade Santa Helena, localizada nas proximidades da avenida Independência, em Ananindeua, denunciam um matadouro supostamente clandestino de porcos, que estaria funcionando dentro de uma casa, na travessa Vitória, uma via estreita e de difícil acesso.

No local, os animais estariam sendo mortos, para fins comerciais, sem nenhuma estrutura e técnica adequadas, de acordo com os moradores. A comercialização da carne ocorre em feiras livres e mercados que atendem a região metropolitana. A população da área reclama do barulho dos porcos que sofrem ali, assim como do odor oriundo do local, além da presença de insetos e a poluição do meio ambiente.

"A partir da 1h da madrugada, começa a gritaria dos porcos. Eles matam na marra, sem nenhuma técnica e ainda jogam os restos e os dejetos dos porcos no rio Maguari-Açú. Quando não, eles queimam e o fedor aqui para a gente é horrível", relatou uma moradora da área, que, por segurança, não será identificada ao longo desta matéria.

"A gente sofre com a fumaça, com os insetos e não podemos fazer nada, porque somos ameaçados. O dono da casa anda armado. Já denunciamos a situação, mas nunca vimos nenhuma solução", acrescentou. Ainda segundo ela, "todo mundo fica com pena dos animais, é prejudicial tanto para a gente quanto para eles. Nós sabemos que essa não é a melhor maneira de fazer esse abate".

A reportagem esteve na comunidade Santa Helena. Sem se identificar, um outro morador confirmou que tem conhecimento do local. Disse, ainda, que sempre compra carne de porco da pessoa que seria responsável pelo matadouro supostamente clandestino. Esse morador também afirmou que a prática abastece comércios da região.

A Prefeitura Municipal de Ananindeua foi procurada para se posicionar sobre o caso. Por meio de nota, o órgão informou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) não tinha conhecimento da denúncia, mas vai enviar a equipe de fiscalização para checar o ocorrido. A Sema também acrescentou que solicitará o apoio da equipe da vigilância ambiental, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, para ação conjunta.

Já a Polícia Civil disse que, até o momento, a denúncia não foi registrada na Divisão Especializada em Meio-Ambiente e Proteção Animal (Demapa). Entretanto, diligências serão realizadas para investigar o caso.​​

Polícia
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