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Integrante da Mangueira é encontrada morta depois de faltar ao desfile

Laissa Cristina dos Santos, de 31 anos, foi achada em decomposição e companheiro é o principal suspeito do crime

O Liberal

Laissa Cristina dos Santos, de 31 anos, integrante da escola de samba Mangueira, foi encontrada morta em estado avançado de decomposição no Complexo da Pedreira, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela era aguardada para desfilar pela agremiação no domingo (15) na Marquês de Sapucaí, e a Polícia Civil investiga o companheiro da vítima como principal suspeito do crime.

Segundo amigos da vítima, Laissa era uma componente assídua da comunidade da Mangueira e frequentava os ensaios na quadra. A fantasia que ela usaria no desfile estava intacta em um dos cômodos da casa, conforme relatos de amigos que lamentaram a morte nas redes sociais.

Investigação da Polícia Civil

A 39ª Delegacia de Polícia (DP) da Pavuna investiga o caso. O delegado Jorge Maranhão, titular da distrital, informou que o principal suspeito é o companheiro de Laissa, que já prestou depoimento. Testemunhas relataram ter visto o homem sair da residência da vítima após uma discussão.

Maranhão explicou que o suspeito estava receoso de sofrer represálias de traficantes da Pedreira e que sua apresentação para depoimento não foi espontânea. O delegado encaminhou o homem para exame de corpo de delito, pois havia sinais de lesões. A prisão não ocorreu porque ainda faltam esclarecimentos sobre como a morte aconteceu.

Repercussão e luto na comunidade

Amigos e membros da comunidade lamentaram a perda de Laissa. "Componente assídua e alegre, que teve o direito à vida ceifado", escreveu uma colega nas redes sociais. Um grupo de torcedores da Mangueira também cobrou justiça: "Infelizmente, recebemos a notícia do falecimento de uma componente da Estação Primeira de Mangueira. Comprometida e assídua, Laissa dos Santos não conseguiu desfilar pela nossa escola. Nós, torcedores da Mangueira, cobramos que a Justiça elucide o caso e prenda o culpado", publicou um perfil.

A própria Mangueira divulgou uma nota de pesar pela morte de Laissa. A escola também enfatizou que o Brasil alcançou em 2025 um recorde negativo no número de casos de feminicídio.

Informações preliminares indicam que amigos encontraram o corpo de Laissa no interior da residência, após ela passar três dias sem responder às mensagens. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro. Não há informações disponíveis sobre o sepultamento da vítima.

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