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Dois motoristas são presos por embriaguez ao volante durante operação em Icoaraci

Os condutores foram encaminhados à Seccional Urbana de Icoaraci, onde foram realizados os procedimentos legais 

O Liberal
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Dois motoristas foram presos em flagrante por embriaguez ao volante durante a Operação Tolerância Zero, realizada na madrugada desta quinta-feira (4), no distrito de Icoaraci, em Belém. Os condutores foram submetidos ao teste do etilômetro, conhecido popularmente como bafômetro, durante abordagens de fiscalização e, após a constatação do crime de trânsito, encaminhados para a Seccional Urbana de Icoaraci, onde foram realizados os procedimentos legais.

A ação marca o início da utilização dos etilômetros pelos agentes das forças de segurança municipal que atuam diretamente na fiscalização de trânsito na capital paraense. A operação seguirá até o encerramento do feriado prolongado de Corpus Christi, com foco na prevenção de acidentes e na redução dos riscos provocados pela combinação entre álcool e direção. A expectativa dos órgãos envolvidos é ampliar a conscientização dos condutores e contribuir para um trânsito mais seguro, reduzindo ocorrências relacionadas ao consumo de álcool e fortalecendo a cultura de respeito às normas de circulação e segurança viária.

Pela legislação brasileira, dirigir sob influência de álcool ou de substâncias psicoativas é considerado infração gravíssima. Quando o teste aponta resultado de até 0,33 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, o motorista está sujeito à multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.

Já os resultados iguais ou superiores a 0,34 mg/L configuram crime de trânsito, podendo resultar em multa, suspensão da CNH e pena de detenção de seis meses a três anos. Em caso de reincidência no período de 12 meses, o valor da multa é dobrado.

A Operação Tolerância Zero reúne equipes da Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), Guarda Municipal de Belém, Polícia Militar e Departamento de Trânsito do Estado (Detran). Os agentes passaram por capacitação específica para utilização dos equipamentos e aplicação dos procedimentos previstos na Lei Seca.

De acordo com o diretor de Trânsito da Segbel, Rogério Brasil, a operação representa um avanço importante para o fortalecimento das ações de fiscalização no município. “A Operação Tolerância Zero inaugura uma nova fase do trabalho integrado das forças de segurança municipal. A partir de agora, nossos agentes passam a contar com equipamentos que permitem uma fiscalização mais técnica, eficiente e respaldada pela legislação. O objetivo principal não é punir, mas preservar vidas e conscientizar os condutores sobre a responsabilidade que é dirigir com segurança”, destacou.

Segundo o coordenador do Grupamento de Trânsito da Guarda Municipal de Belém, Roberto Campos, a atuação integrada amplia a capacidade operacional das equipes durante o período de maior movimentação nas vias. “Estamos atuando de forma conjunta para aumentar a presença da fiscalização em pontos estratégicos da cidade. O feriado prolongado costuma registrar maior fluxo de veículos e deslocamentos para áreas de lazer, por isso a atuação preventiva se torna ainda mais necessária. A mensagem é clara: quem beber não deve dirigir”, afirmou.

Durante as blitzes, os agentes observam não apenas o resultado do teste do etilômetro, mas também sinais clínicos e comportamentais que possam indicar alteração da capacidade psicomotora do condutor, como fala arrastada, odor etílico, olhos avermelhados e dificuldades de coordenação motora.

O agente de trânsito do Detran, Walmero Santos, explicou que a fiscalização segue critérios técnicos definidos pela legislação nacional e que a utilização dos equipamentos aumenta a segurança jurídica das abordagens. “O etilômetro é um instrumento fundamental para o trabalho de fiscalização. Ele permite aferir com precisão a presença de álcool no organismo do condutor, garantindo transparência e confiabilidade ao procedimento. Além disso, a população precisa compreender que a Lei Seca existe para proteger vidas e reduzir acidentes que, muitas vezes, poderiam ser evitados”, ressaltou.

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