Delegacia de Feminicídio apura morte da cantora Ruthetty sob sigilo
O corpo da artista foi encontrado no bairro da Marambaia, em Belém, nesta quarta-feira (3/12).
A cantora Rute Gomes dos Santos, conhecida artisticamente como Ruthetty, foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira (3) dentro de uma residência no bairro da Marambaia, em Belém. De acordo com informações apuradas pelo Grupo Liberal, a artista foi localizada apenas trajando uma blusa e com um tecido envolto no pescoço. O corpo foi periciado e removido pela Polícia Científica do Pará (PCEPA). Até as 20h, permanecia no Instituto Médico Legal (IML). O velório está previsto para esta quinta-feira (4), em uma capela particular na travessa Lomas Valentinas, no bairro do Marco.
Familiares da cantora afirmam não acreditar na hipótese de suicídio. Uma das irmãs de Ruthetty foi a primeira a chegar ao local e se deparou com a casa bastante bagunçada. Um vídeo que circula nas redes sociais, gravado por familiares, mostra o interior da residência. Na gravação, uma pessoa afirma: "Enforcamento não sai sangue. Ela teve uma luta corporal aqui. Olha o sangue ali na cama. Essa roupa no chão tipo de motoqueiro. Bate foto de tudo”. Os familiares alegam ainda que o celular da artista está desaparecido desde a última sexta-feira (28/11).
Investigação sob sigilo
A Polícia Civil informou que “as circunstâncias da morte de Rute Gomes dos Santos são apuradas sob sigilo pela Delegacia de Feminicídio (Defem)”. Ainda de acordo com a polícia, “testemunhas são ouvidas, imagens de câmeras de segurança serão analisadas e perícias foram solicitadas para auxiliar nas investigações”.
Carreira e legado
Em publicação na página oficial da cantora, a equipe de Ruthetty confirmou que ela foi encontrada morta pela manhã em sua casa e ressaltou que a causa da morte ainda não foi divulgada.
Ruthetty foi um dos grandes nomes da música romântica paraense, com sucessos como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”, que marcaram gerações e permanecem no imaginário afetivo do público. Suas canções embalaram rádios, festas, bares e os tradicionais bailes da saudade, reforçando sua importância na história musical do Pará.
Com a ascensão do tecnomelody no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, ela se destacou como a “Rainha do tecnomelody”, levando a batida eletrônica para um público cada vez maior.
Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, concedida em 2024, a cantora falou sobre seu retorno aos palcos e destacou a paixão dos paraenses e de fãs de outros estados pelo tecnomelody.
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