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Caso Yasmin: julgamento de Lucas Magalhães passa de 12 horas em Belém

Acusação e defesa entram na fase de réplica e tréplica no Tribunal do Júri

Ana Laura Carvalho
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O julgamento de Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, já ultrapassa 12 horas nesta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém. A sessão, que começou por volta das 8h30, segue durante a noite.

Ao longo de todo o dia, diversas pessoas foram ouvidas durante a sessão, entre testemunhas, peritos da Polícia Científica e representantes do Ministério Público. Também foram apresentadas manifestações e esclarecimentos relacionados às circunstâncias da morte de Yasmin.

Durante a sustentação, o Ministério Público sustentou a condenação de Lucas pelos crimes de disparo de arma de fogo e fraude processual, mas declinou da acusação de homicídio por dolo eventual. Para o MP, a responsabilização pela morte de Yasmin deve ocorrer por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas a morte decorre de imprudência, negligência ou imperícia.

A mudança na tese apresentada pela acusação alterou a dinâmica da fase final do julgamento. Por volta das 20h, ficou definido que a acusação (defesa da família de Yasmin) utilizaria o direito à réplica, enquanto a defesa de Lucas Magalhães faria a tréplica na sequência.

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Lucas Magalhães de Souza, dono da lancha em que Yasmin estava antes de desaparecer, está sendo julgado nesta terça-feira (25)

A réplica permite que a acusação se manifeste novamente após a sustentação da defesa. Em seguida, a defesa tem a oportunidade de apresentar a tréplica aos jurados antes da conclusão dos debates.

Mais de quatro anos após a morte

Lucas é acusado de envolvimento na morte de Yasmin, que desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém, em 12 de dezembro de 2021. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte.

Lucas era o proprietário da embarcação utilizada no passeio, que reuniu 19 pessoas. Ele chegou a ser preso cerca de 11 meses após a morte da jovem por homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, foi colocado em liberdade por determinação da Justiça.

A família de Yasmin acompanha o julgamento, realizado mais de quatro anos após a morte da jovem. Antes da sessão, os familiares divulgaram um convite nas redes sociais para que parentes, amigos e apoiadores acompanhassem o Tribunal do Júri no Fórum Criminal de Belém.

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