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Lucas Magalhães vai à júri popular pela morte de Yasmin Macêdo, nesta terça-feira (25), em Belém

A jovem Yasmin Cavaleiro de Macedo, de 21 anos, morreu afogada durante passeio de lancha em festa organizada por Lucas Magalhães

O Liberal
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Lucas Magalhães de Souza - acusado pela morte da influenciadora digital Yasmin Macedo - irá à júri popular desta terça-feira (25), pela 2ª Vara do Júri da Comarca de Belém, na Cidade Velha. O julgamento iniciará de manhã e deve ouvir cinco testemunhas de acusação, quatro de defesa e quatro oficiais. Lucas Magalhães é acusado de homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de morte, porte de arma, fraude processual e condução de veículo aquático sem habilitação.

O tribunal presidido pelo magistrado Homero Lamarão Neto irá apurar a responsabilidade criminal de Lucas Magalhães de Souza, dono da lancha que levou 19 pessoas para um passeio, que terminou com o desaparecimento e morte da universitária Yasmin Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, em dezembro de 2021.

O corpo da influenciadora foi encontrado somente no dia seguinte ao desaparecimento. Após 11 meses da morte da jovem, Lucas foi preso pelos crimes de homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, por determinação da Justiça, ele foi solto.

A mãe da jovem Eliene Cristina Fontes concedeu entrevista na última semana ao Grupo Liberal e declarou não acreditar que a morte da filha tenha sido um acidente. O julgamento representa o fim de uma espera que dura quatro anos e oito meses.

Durante todo o período até o julgamento do júri, uma série de recursos foram apresentados pela defesa adiando a etapa do júri popular. Ela espera a responsabilização de Lucas com a condenação ao final do processo. Para Eliene, a sessão também representa a oportunidade de esclarecer circunstâncias que, segundo ela, ainda não foram completamente respondidas. 

Já a defesa de acusado afirmou que aguarda o julgamento com serenidade e confiança nas instituições. O advogado Francelino Neto disse que espera que a decisão seja tomada com base nas provas produzidas no processo e sem influência de fatores externos ou da repercussão do caso. Segundo o defensor, Lucas também vem cumprindo as obrigações determinadas pelo Poder Judiciário, como o recolhimento em horário estabelecido, o comparecimento mensal perante o juízo e a comunicação ao magistrado em caso de ausência por mais de oito dias.

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