Caso Yasmin: quase cinco anos após a morte da universitária, julgamento começa em Belém
Lucas Magalhães de Souza, dono da lancha em que Yasmin estava antes de desaparecer, responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo.
Quase cinco anos após a morte da universitária Yasmin Fontes Cavalero de Macedo, o julgamento de Lucas Magalhães de Souza começou na manhã desta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém. Dono da embarcação em que a jovem esteve antes de desaparecer no rio, Lucas responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. O caso é julgado pelo Tribunal do Júri.
O julgamento é realizado no plenário Elzaman Bittencourt, na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém, e é presidido pelo juiz Homero Lamarão Neto. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Edson Augusto Cardoso de Souza, enquanto a defesa de Lucas é feita pelo advogado Francelino da Silva Pinto Neto.
A sessão teve início às 8h37 com o plenário lotado, enquanto outras pessoas aguardam do lado de fora para conseguir entrar. Apoiadores de Lucas também estão na área externa com cartazes pedindo pela absolvição do réu.
Dentro da sala, as testemunhas já estão sendo ouvidas. A mãe e familiares de Yasmin acompanham o julgamento na primeira fileira, usando camisas com fotos da universitária. Do outro lado, a família de Lucas também está presente no julgamento.
Julgamento
Yasmin desapareceu no dia 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha que reuniu um grupo de amigos no Rio Maguari, em Belém. A embarcação pertencia a Lucas Magalhães, apontado como organizador do passeio, que contou com 19 pessoas a bordo. O corpo da universitária foi encontrado somente no dia seguinte ao desaparecimento.
A sessão desta terça-feira prevê a participação de testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pela defesa. Conforme o pregão do julgamento, quatro testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público, uma pelo MP e pela defesa, e outras quatro pela defesa, além de quatro testemunhas oficiais. Após a fase de depoimentos e demais atos previstos no julgamento, acusação e defesa apresentam seus argumentos aos jurados, responsáveis pela decisão sobre o caso.
Lucas chegou a ser preso cerca de 11 meses após a morte de Yasmin. Ele foi preso pelos crimes de homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, por determinação da Justiça, Lucas deixou a prisão e passou a cumprir medidas cautelares.
No julgamento realizado nesta terça-feira, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas, os depoimentos e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa para decidir sobre a responsabilidade criminal de Lucas pela morte da universitária.
Defesa diz confiar no julgamento
A defesa de Lucas Magalhães afirma que aguarda o julgamento com serenidade e confiança nas instituições. O advogado Francelino Neto declarou esperar que a decisão seja tomada com base nas provas produzidas no processo e sem influência de fatores externos ou da repercussão do caso.
Segundo o defensor, Lucas vem cumprindo as obrigações determinadas pelo Poder Judiciário, entre elas o recolhimento em horário estabelecido, o comparecimento mensal perante o juízo e a comunicação ao magistrado em caso de ausência por mais de oito dias.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA