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Caso Amanda: familiares e amigos protestam em frente ao Fórum de Anajás, no Marajó

Criança de 10 anos foi brutalmente assassinada em junho deste ano; adolescente apreendida por participação no crime foi ouvida em audiência

Dilson Pimentel
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Moradores da cidade de Anajás, no Marajó, se concentraram em frente ao fórum da cidade, na manhã de quinta-feira (1º), durante a audiência da adolescente que foi apreendida acusada de participar do ato infracional semelhante a homicídio, em que a vítima foi a criança Amanda Julie Ribeiro Sobrinho. Ela foi brutalmente morta em 11 junho deste ano.

Amanda Ribeiro tinha 10 anos e desapareceu na terça-feira (7), após se perder. Ela vagou pelas ruas da cidade de Anajás até não ser mais vista. O corpo dela foi encontrado no sábado (11), amarrado com fios elétricos, embaixo de um trapiche do município de Anajás.

Na saída da audiência, as pessoas que estavam em frente ao fórum, segurando cartazes e pedindo justiça, se revoltaram com a postura da adolescente, que, segundo elas, debochou do protesto. Isso deixou os manifestantes, entre os quais familiares e amigos da criança, indignados. A adolescente deixou o fórum escoltada por por policiais militares.

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Um dos suspeitos da morte da criança morreu em confronto com a Polícia

O corpo da criança foi encontrado em 11 de junho. E, no dia seguinte, no domingo (12), duas pessoas suspeitas de envolvimento na morte da menina Amanda Ribeiro, encontrada morta de forma brutal foram presas.

A informação, à época, foi divulgada pelo governador Helder Barbalho, pelas redes sociais. Um dos suspeitos morreu em confronto com a polícia.

E, no dia 13, o delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, disse, à imprensa, que as investigações apontaram que a menina Amanda Ribeiro foi assassinada por conta de envolvimento do pai dela com o tráfico de drogas.

Um homem suspeito foi preso, uma adolescente foi apreendida e um terceiro suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar. Entre as linhas de investigação, está a possibilidade de que o pai da criança tivesse uma dívida ou envolvimento com o tráfico de drogas. E os suspeitos podem ser integrantes de uma facção criminosa.

O delegado-geral ressaltou que a criança ficou em poder dos criminosos por pelo menos dois dias, até que ela acabou sendo morta. O corpo dela só foi encontrado quatro dias depois, na tarde de sábado (11). Ela estava amarrada e mutilada, debaixo de um trapiche da cidade de Anajás.

Polícia Civil informou que inquérito já foi remetido à Justiça

Em nota divulgada nesta sexta-feira (2), a Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado para apurar o caso foi concluído e remetido ao Poder Judiciário.

A Redação Integrada também solicitou um posicionamento do Tribunal de Justiça do Estado para saber qual procedimento foi realizado no Fórum, se foi a audiência apenas da adolescente ou se ais algum acusado havia sido ouvido. Em nota, o Tribunal de Justiça informou que “o processo está em segredo de Justiça e segue as fases de tramitação de forma regular no prazo legal”.

Polícia
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