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Caçadores mortos em reserva indígena: PGR está empenhada em apurar o que aconteceu, diz Augusto Aras

Em Belém, o Procurador-Geral da República comentou sobre a situação em Novo Repartimento, no sudeste do Pará

O Liberal

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, que está em Belém nesta sexta-feira (6) para debater a questão das violações dos direitos dos indígenas, comentou sobre a situação em Novo Repartimento, no sudeste do Pará. No último dia 30, três caçadores foram encontrados mortos e enterrados em covas rasas, na área da reserva indígena Parakanã.

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Também na tarde desta sexta-feira (6), o Ministério Público Federal (MPF) informou que acompanha, de perto, a situação do município, bem como o andamento das investigações, que são de responsabilidade da Polícia Federal. A reportagem entrou em contato com a PF.

A instituição não forneceu detalhes para não comprometer as investigações dos assassinatos dos caçadores Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luiz da Silva Teixeira e Wilian Santos Câmara. Mas garantiu que continua atuando não somente com a Força Nacional, que está com efetivo em Novo Repartimento, mas também com outros órgãos, visando a manutenção da ordem e paz social.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) também foi procurada para comentar o caso, mas ainda não deu retorno.

Relembre o caso

Os três caçadores saíram, juntos, na tarde de domingo, 24 de abril, para caçar na reserva indígena e não retornaram. Um dia após o sumiço, na segunda-feira (25), familiares fizeram buscas e encontraram somente as motocicletas e alguns pertences pessoais dos homens.

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Diante da situação, os parentes e amigos dos caçadores interditaram a rodovia federal BR-230, mais conhecida como Transamazônica, para chamar a atenção das autoridades. Uma força-tarefa foi montada. Participaram a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Eletronorte, que mantém um projeto na localidade. A Polícia Civil do Pará (PCPA), dentro de suas atribuições, também deu apoio à operação.

No sábado, 30 de abril, os três corpos foram localizados enterrados em covas rasas, dentro da reserva indígena Parakanã, e encaminhados ao Instituto Médico Legal de Marabá. O velório e enterro ocorreram no domingo, 1º de maio.

Polícia
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