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'Agora a gente quer que a justiça seja feita', diz pai de jovem encontrado em cemitério clandestino

Corpo de Rômulo Matheus Farias Xavier, de 23 anos, foi enterrado no final da manhã deste domingo (13), no Cemitério Parque Municipal Girassol, em Ananindeua. Cerimônia contou com dezenas de parentes e amigos

João Paulo Jussara/ O Liberal

"Agora a gente quer que a justiça seja feita, lá de cima e aqui na Terra também". A frase é de Valdinei Pereira, pai de Rômulo Matheus Farias Xavier, de 23 anos, encontrado morto em um cemitério clandestino, em Ananindeua, e resume a indignação de familiares e amigos que prestaram as últimas homenagens ao jovem na manhã deste domingo (13). O corpo dele foi enterrado no Cemitério Parque Municipal Girassol, no bairro de Águas Brancas, também em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB).

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A cerimônia iniciou por volta das 11h30 e contou com a presença de dezenas de parentes e amigos de Rômulo, todos ainda muito abalados com a recente perda. Em choque, a mãe do jovem passou mal e foi socorrida pelos presentes. Ela chorava muito e perguntava, aos gritos, o porquê de seu filho ter sido morto desta maneira, tão jovem. "Ele era muito apegado com a mãe, e no dia que ele desapareceu, passou a manhã inteira brincando com ela. Parece até que foi uma despedida", contou um amigo de Rômulo.

Muito emocionada, Josy Moraes, vizinha de porta e amiga de Rômulo, disse que ele era um rapaz muito trabalhador e querido pela vizinhança, pelo seu jeito carinhoso. "O material do lava-jato que ele trabalhava ainda tá na casa dele. Um menino do bem, que nunca fez mal pra ninguém. Não era de sair, não bebia, não se envolvia em festa, nada disso. A gente quer justiça. Tá doendo muito", afirmou.

Mãe de Rômulo passou mal e precisou ser socorrida pelos presentes (Akira Onuma/ O Liberal)

O pai do jovem, Valdinei Pereira, deu mais detalhes sobre o desaparecimento do filho, que ocorreu no dia 4 de junho, exatamente uma semana antes do corpo dele ser encontrado no cemitério clandestino, localizado em uma área de mata atrás do conjunto habitacional Maguari-Açu, em Ananindeua. "Ele não saía. Aí apareceu a ligação dessa mulher, marcando encontro com ele. E ele saiu, às 3h30 da manhã, pediu a moto emprestada pro amigo, e foi atrás dela. Aí o meu filho sumiu e já apareceu assim", disse o pai, emocionado.

Valdinei se emocionou ao relembrar a personalidade do filho. "O Rômulo era uma pessoa muito boa, que brincava com os outros, e que também era muito respeitador. Ele era muito querido por todo mundo, tanto que tem vários vizinhos aqui hoje. Um menino que sempre trabalhou pra ajudar a mãe e as irmãs", contou. "Só sabe quem passa, pai e mãe, porque dói muito perder um filho do jeito que eu perdi. A gente quer que a justiça seja feita. E eu confio muito em Deus que será".

Relembre o caso

Após o desaparecimento do soldado do Corpo de Bombeiros do Pará (CBMPA) Alan Tadeu Vieira, de 26 anos, autoridades policiais faziam buscas pelo corpo, quando encontraram, na tarde de sexta-feira (11), um cemitério clandestino em uma área de mata, de difícil acesso, atrás do conjunto habitacional Maguari-Açu, em Ananindeua. No local foram encontrados quatro corpos enterrados, entre eles os de Alan e Rômulo, que estava desaparecido há uma semana.

Além dos dois corpos identificados, um casal também foi encontrado enterrado, já em avançado estado de decomposição. Os desaparecimentos de Alan e Rômulo chamam atenção da polícia por haver semelhança na forma como tudo aconteceu. Alan estava na companhia de uma mulher, no sábado (5), em um bar de Ananindeua, onde foi visto pela última vez.

Rômulo também sumiu após sair na madrugada da sexta-feira (4), para encontrar, no bairro de Águas Lindas, também em Ananindeua, uma mulher que teria conhecido pela internet e com quem estava se relacionando. Ele não retornou para casa, e a moto em que ele estava foi encontrada abandonada no bairro do Icuí-Guajará.

Polícia
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