BR-319: between preservation and development
Central Amazonia, in the state of Amazonas, is one of the most preserved regions in the country and, therefore, climatically strategic for Brazil. However, this balance may be threatened by a major infrastructure project: the paving of BR-319, which connects Manaus to Porto Velho. At least, that is the warning issued by environmentalists and other experts on the subject. The concern is that the construction work could open new frontiers for deforestation in the region, contributing to all kinds of environmental crimes. On the other hand, politicians, representatives of the agribusiness sector, and the Federal Government support the project, which they view as essential for regional development and for ending the isolation of local communities. A legacy of Brazil’s military regime, like the Transamazônica (BR-230), BR-319 was inaugurated in 1976 but was never fully completed. Of its nearly 900 kilometers in length, only the 200 kilometers closest to Porto Velho and the 250 kilometers nearest to Manaus are properly paved. The so-called “Trecho do Meio” [Middle Stretch], totaling around 340 kilometers, consists of an unpaved road in precarious condition. LIBERAL AMAZON BR-319: entre a preservação e o desenvolvimento A Amazônia Central, no estado do Amazonas, é uma das regiões mais conservadas e, por isso, climaticamente estratégicas do Brasil. Mas esse equilíbrio pode ser ameaçado por um grande empreendimento: a pavimentação da rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. Pelo menos é o que alertam ambientalistas e outros especialistas no tema. A preocupação é que as obras abram novas fronteiras de desmatamento na região, contribuindo para todos os tipos de ilícitos ambientais. Por outro lado, políticos, representantes do agronegócio e Governo Federal defendem a obra, a qual veem como fundamental para o desenvolvimento regional e para tirar comunidades do isolamento. Herança do regime militar, assim como a Transamazônica (BR-230), a BR-319 foi inaugurada em 1976, mas nunca foi totalmente concluída. Dos seus quase 900 quilômetros de extensão, apenas os 200 mais próximos de Porto Velho e os 250 mais perto de Manaus são devidamente asfaltados. O chamado “Trecho do Meio”, que soma cerca de 340 quilômetros, é de estrada de chão em condições precárias.



