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Urina Preta: Pará soma 60 notificações de casos suspeitos entre janeiro e setembro de 2022

De acordo com a Sespa, não há método de diagnóstico para confirmação de Haff com exatidão através de exames, por essa razão, os casos da doença são considerados suspeitos com a presença dos sintomas associados à ingestão de pescados e exclusão de outros diagnósticos

Gabriel Pires

Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que, entre janeiro e setembro de 2022, o Pará somou 60 notificações de casos suspeitos de Síndrome de Haff, popularmente conhecida como Doença da Urina Preta. Destes casos, um evoluiu para óbito. E o município com o maior número de casos suspeitos é Santarém, com 42 notificações. O balanço foi divulgado junto com orientações sobre os cuidados a serem tomados pela população paraense.

De acordo com a Sespa, não há método de diagnóstico para confirmação de Haff com exatidão através de exames, por essa razão, os casos da doença são considerados suspeitos com a presença dos sintomas associados à ingestão de pescados e exclusão de outros diagnósticos.

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Cuidados com o pescado

A Sespa observou que o consumo de peixes e outros tipos de pescado, como crustáceos e moluscos, é um costume comum em todo o estado e é uma das principais formas de contaminação pela doença. Já os principais sintomas da doença, além do escurecimento da urina, que fica com coloração de café, são uma ocorrência súbita de dor e rigidez muscular, segundo a Sespa. 

A causa da doença permanece desconhecida, já que os estudos que buscam identificar o agente causador da doença em restos de alimentos de casos suspeitos, na água e em organismos aquáticos, não foram conclusivos. Dessa forma, é necessário adotar cuidados gerais envolvendo desde a compra até a manipulação do pescado em casa, de acordo com a Sespa.

Recomenda-se que a compra seja feita em locais limpos, devidamente organizados, com boa estrutura de armazenamento e atento na higienização das pessoas que manipulam o pescado.

Em supermercados e peixarias, por exemplo, o pescado deve ficar em balcões frigoríficos ou freezers fechados, com temperatura entre 0° e 3°C e, em média, a 20ºC negativos, respectivamente. Também é permitido que os peixes fiquem em mesas metálicas com pelo menos 70% do local coberto por gelo, alerta a Sespa.

No caso de pescados embalados, é importante ficar atento para a rotulagem do alimento estar regular, com identificação de origem, data de embalagem do produto, data de validade, informação nutricional e registros nos serviços de inspeção. Outra dica importante no caso de alimentos embalados é notar a presença de gelo no interior da embalagem, o que pode ser indício de descongelamento e recongelamento do produto.

Sintomas

Dentre outros sintomas em que são relatados estão: dores na área torácica, falta de ar, câimbras, dormência e perda de força no corpo inteiro. A Sespa alerta que se estes sintomas aparecerem menos de 24 horas após a ingestão de pescados, é possível que seja um caso de Doença de Haff.

O que fazer no caso de infecção?

É fundamental que, ao apresentar os sintomas da Doença de Haff, a pessoa procure atendimento imediato em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Conforme orienta a Sespa, o tratamento precoce é um fator fundamental para a cura, além de que a notificação pode ajudar na identificação de novos casos.

A equipe de saúde da Unidade, além de iniciar o tratamento, irá avaliar as causas e acionar os órgãos competentes para a identificação de outras pessoas que possam ter ingerido o mesmo alimento. Para isso, a Sespa instrui a população que conserve os alimentos suspeitos para que sejam coletados pela Vigilância Sanitária para que, assim, seja feita uma análise laboratorial.

(Gabriel Pires, estagiário, sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades, João Thiago Dias)

Pará
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