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Técnicos da UNB não identificam atividades sísmicas nas estações da usina de Belo Monte

O trabalho preventivo inclui verificação de frequência, intensidade e distribuição dos movimentos de terra na região do empreendimento e contribui com acervo de informações sismográficas do país

O Liberal

Técnicos do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) realizaram vistoria e manutenção preventiva em três estações da Usina Hidrelétrica Belo Monte, que monitoram a atividade sísmica na região do empreendimento. Realizada na última semana, a vistoria faz parte do Programa de Monitoramento da Sismicidade promovido desde 2012 pela Norte Energia, empresa privada, concessionária da Usina.

Os técnicos verificam a frequência, intensidade e distribuição dos movimentos da terra num raio de aproximadamente 1.500 quilômetros, onde se classifica a área de influência dos reservatórios de Belo Monte em um raio de 100 km, e comparam os dados de antes e após o enchimento, com o objetivo de identificar eventuais impactos.

O analista de Tecnologia da Informação da UnB, Francisco Assis Lima, explicou que os equipamentos têm como objetivo registrar qualquer tipo de evento sísmico que possa ocorrer na região onde está instalada a UHE Belo Monte, sendo transmitidos em tempo real para Brasília.

“A partir dos dados podemos, por exemplo, detectar algum evento que não esteja dentro dos parâmetros normais e informar as autoridades locais para ações de políticas públicas. Até hoje, desde que começamos a fazer nosso trabalho aqui, não identificamos nenhum movimento fora do normal. As atividades realizadas pela Norte Energia e Belo Monte têm se mostrado plenamente seguras”, afirmou o representante da UNB.

Segundo o coordenador da Gerência de Monitoramento Socioambiental da Norte Energia, Roberto Silva, o trabalho integrado com a UnB contribui não somente para o monitoramento de sismos na região, mas para a geração de informações sobre a temática no país.

“Desde o início da implantação da usina, os dados gerados a partir dos monitoramentos sismológicos são repassados para o Observatório Sismológico da UNB, que realiza a avaliação dos eventuais abalos sísmicos em todo o território nacional. A tecnologia implantada possibilita que os dados obtidos com os sismógrafos em Belo Monte sejam transmitidos em tempo real para o Observatório em Brasília/DF. Além disso, essas informações também são incluídas em relatórios que vão para os órgãos competentes”, explica Roberto.

Pará
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