Pretinhos do Mangue defende causa da mulher e dos animais, destaca presidente do bloco
Cafá afirma que carnaval também é espaço de conscientização social
O presidente do bloco Pretinhos do Mangue, Edmilson dos Santos, o Cafá, acompanhou o desfile da 37ª edição da agremiação neste domingo (15), em Curuçá. Com 26 anos de história no grupo, ele ressaltou que, este ano, além da tradicional bandeira da preservação ambiental, o bloco utiliza o Carnaval para denunciar o feminicídio e a violência contra os animais, promovendo a conscientização social nas ruas da cidade.
“Este ano, o Pretinhos do Mangue leva o tema da ecologia e da preservação, mas também sobre o feminicídio alarmante que vem acontecendo no Brasil. Temos que respeitar as mulheres, porque a luta da mulher é onde ela quiser”, detalhou Cafá durante o desfile.
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Ele também falou sobre a causa animal, citando o caso Orelha. "Estamos levando também a questão da violência contra animais, como no caso do cão Orelha. É inaceitável ver um animal vir a óbito por violência e estamos tentando levar essa consciência para as causas sociais", completou.
Segundo ele, a proposta é utilizar a visibilidade do bloco para estimular reflexão entre moradores e visitantes que participam da programação.
O Pretinhos do Mangue surgiu em uma terça-feira de Carnaval de 1989, quando moradores decidiram cobrir o corpo com lama do mangue em protesto contra a escassez de caranguejos na região. O gesto simbólico deu origem a uma das maiores manifestações culturais do Pará.
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