Portel cancela Carnaval 2026 após onda de violência que deixou quatro mortos no município
Em comunicado oficial, a gestão municipal informou que a medida foi tomada em respeito às vítimas e às famílias enlutadas
Após um final de semana marcado pela violência na cidade de Portel, no arquipélago do Marajó, a Prefeitura Municipal anunciou nesta segunda-feira (9) o cancelamento de toda a programação oficial do Carnaval 2026. A decisão ocorre após a morte de quatro pessoas, entre elas dois guardas municipais.
Em comunicado oficial, a gestão municipal informou que a medida foi tomada em respeito às vítimas e às famílias enlutadas. Segundo a prefeitura, “o momento é de luto, reflexão e solidariedade às famílias portelenses”, e a prioridade da administração deve ser “o acolhimento, a segurança e a preservação do respeito à memória dos cidadãos que partiram”.
O cancelamento do Carnaval ocorre em meio a um cenário insegurança e após denúncias feitas por guardas municipais, que usaram as redes sociais para relatar falta de estrutura, ausência de equipamentos adequados e o uso de coletes balísticos vencidos durante o serviço. As manifestações ganharam repercussão depois do ataque criminoso que resultou na morte de dois agentes da Guarda Municipal e deixou outros dois feridos.
Na mesma noite do ataque aos guardas, outras duas pessoas também foram assassinadas. Um homem conhecido como “Gato Mestre”, que teria envolvimento com o tráfico de drogas, foi executado a tiros dentro de uma residência. Em seguida, criminosos mataram o professor Dalcides Santana Pinheiro, cuja motivação do crime ainda não foi esclarecida pela polícia. Após os homicídios, os suspeitos abandonaram um veículo e atearam fogo ao carro em um quintal da cidade.
No comunicado, a Prefeitura de Portel também destacou que “os serviços essenciais da municipalidade seguem operando normalmente” e pediu compreensão da população e de visitantes diante da suspensão das festividades carnavalescas.
Entenda o caso
Portel, que precisou de reforço na segurança, viveu uma noite de terror no sábado (7), quando quatro pessoas foram assassinadas. Duas delas eram guardas municipais que realizavam rondas pela cidade em motocicletas. Outros dois agentes foram baleados e encaminhados ao Hospital Regional do Marajó, em Breves.
Segundo informações policiais, um grupo criminoso, supostamente portando fuzis, atacou os guardas por volta de 23h30. Após os disparos contra os agentes, os criminosos invadiram uma residência e executaram a tiros um homem conhecido como “Gato Mestre”, que teria envolvimento com o tráfico de drogas. Em seguida, foi morto o professor Dalcides Santana Pinheiro. A motivação da morte do professor ainda é desconhecida.
Depois dos crimes, os suspeitos abandonaram um veículo em um quintal na rua Duque de Caxias, na área conhecida como Portelinha, e atearam fogo no carro.
A Redação Integrada de O Liberal apurou com uma fonte, que pediu para não ser identificada, que dias antes houve um confronto em Portel que terminou com a morte de um homem suspeito de chefiar o Comando Vermelho no município. Antes disso, também havia sido morto um homem que supostamente cobrava a chamada “taxa do crime” de comerciantes locais.
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