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Polícia Federal é acionada para fazer busca por garimpeiros que invadiram terra indígena

Até o final da tarde deste domingo (22) ainda não há informações sobre o resgate dos invasores

Bruna Lima

Informações veiculadas pela Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) confirmam que a Polícia Federal esteve na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará, em busca do grupo de nove garimpeiros detidos por indígenas Kayapó após eles terem invadido a área. Agentes federais estiveram no local neste domingo (22/05), mas, até o momento não há informações sobre o resgate dos invasores.

A entidade chegou a informar que o grupo de garimpeiros havia sido retirado do local, mas, horas depois divulgou que eles ainda permaneciam na terra indígena e que a Polícia Federal estava na região. A redação integrada de O Liberal tentou contato com a assessoria da Polícia Federal, mas não conseguiu retorno. Procurada também pela reportagem, a assessoria da Fepipa, por sua vez, informou que está apurando melhor as informações para atualizar o que ocorreu na Terra Indígena do Baú.

A informação de que indígenas haviam retido um grupo de garimpeiros passou a circular na última sexta-feira (20), quando representantes dos Kayapó, um dos povos que habitam a Terra Indígena Baú, acionou o Ministério Público Federal (MPF) para informar que haviam flagrado indivíduos que tentavam reativar um garimpo ilegal dentro do território.

Pista de pouso e conflitos

Segundo os Kayapo, ao menos nove garimpeiros teriam sido feito reféns. Nas mensagens que passaram a circular, os indígenas alertavam que um “derramamento de sangue poderia acontecer a qualquer momento”. 

Entidades e organizações de proteção aos povos indígenas chegaram a informar também que os Kayapo exigiram a presença da PF para retirar os invasores detidos. Segundo relatos, eles tentavam reativar o garimpo conhecido como Pista Nova, que fica dentro da área protegida. O grupo também pretendia chegar até um segundo garimpo na região, conhecido como Pista Velha, onde outros indígenas estariam supostamente dando apoio aos invasores.

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou à Polícia Federal o uso de uma aeronave da operação “Guardiões do Bioma”, conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, para que fosse iniciada uma ação imediata na área. Segundo o MPF, havia risco de conflito entre os próprios indígenas – os que apoiam a atividade garimpeira na área e os que são contra a invasão ilegal. Estima-se que cerca de 40 ou mais indígenas podem se envolver no conflito.

Pará
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