Pará terá ligações fixas mais baratas entre municípios do mesmo DDD; veja quando começa a mudança
Nova regra da Anatel entra em vigor de forma escalonada até junho de 2026 e reduz áreas de interurbano de 4.118 para 67 no país
A partir de 1º de fevereiro de 2026, os moradores do Pará passarão a sentir no bolso os efeitos de uma mudança significativa na telefonia fixa. Com a nova regra definida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as ligações entre municípios do estado que utilizam o mesmo DDD deixarão de ser consideradas de longa distância e passarão a ter custo de chamada local.
A medida está prevista na Resolução nº 768/2024 e altera as chamadas Áreas Locais do Serviço Telefônico Fixo Comutado. Na prática, as áreas locais passarão a coincidir com os limites dos códigos DDD, reduzindo o número dessas áreas em todo o país de 4.118 para apenas 67.
No Pará, a mudança atinge os DDDs 91, 93 e 94, abrangendo todos os municípios que compartilham esses códigos. Com isso, moradores de cidades diferentes, mas dentro do mesmo DDD, poderão se comunicar pagando tarifa local, algo que antes era cobrado como ligação interurbana.
Modelo mais simples e barato
Além da redução de custos, a mudança também simplifica a discagem. Para ligações entre telefones fixos com o mesmo DDD, não será mais necessário digitar o código da operadora nem o próprio DDD. Bastará discar o número do destino.
Segundo a Anatel, a modernização traz mais clareza para o consumidor, estimula a concorrência entre as prestadoras e aproxima as regras da telefonia fixa das já adotadas na telefonia móvel. As áreas locais do serviço fixo passam a ser equivalentes às áreas de registro do Serviço Móvel Pessoal.
A agência reforça que, inicialmente, a mudança não implica alteração no número de telefone dos usuários. Caso alguma modificação seja necessária, a prestadora deverá apresentar justificativa.
Implantação será gradual
A implantação ocorre de forma gradual em todo o país, e o Pará está entre os primeiros estados a adotar o novo modelo, junto com Amapá, Maranhão, Amazonas e Roraima.
A implementação ocorrerá em nove etapas, entre janeiro e junho de 2026, conforme os DDDs de cada região. No Norte, o Pará entra na segunda fase, junto com Amazonas, Amapá, Maranhão e Roraima.
Confira o cronograma:
11 de janeiro – Bahia e Sergipe
1º de fevereiro – Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima
22 de fevereiro – Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte
15 de março – Rio Grande do Sul
29 de março – Paraná e Santa Catarina
19 de abril – Minas Gerais
10 de maio – Rio de Janeiro e Espírito Santo
31 de maio – Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins
21 de junho – São Paulo
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