Pará lidera ranking de estados com maior número de cidades no Programa União com Municípios

Ministério Meio Ambiente instala em parceria com prefeituras bases de proteção florestal em 70 cidades amazônicas

O Liberal
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com 70 prefeituras amazônicas está instalando bases de combate ao desmatamento e incêndios. O Estado do Pará lidera o ranking de estados com maior número de cidades participantes no Programa União com Municípios. Entre as cidades que aderiram está Altamira, o maior município em extensão territorial do país, que tem registrado queda contínua no desmatamento: de 626 km² em 2022 para cerca de 130 km² em 2025, segundo o sistema Prodes, do Inpe.

Em 2025, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apoiou a instalação de escritórios de governança ambiental em municípios prioritários da Amazônia para fortalecer o controle do desmatamento e da degradação ambiental.

A iniciativa integra o Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia (UcM), contemplando as 70 cidades que aderiram à iniciativa voluntariamente.

Criado pelo Decreto nº 11.687, de 5 de setembro de 2023, o UcM estabelece ações de prevenção, monitoramento, controle e redução do desmatamento e da degradação florestal no bioma Amazônia, bem como prevê a implementação de medidas específicas nos municípios prioritários para fortalecer o enfrentamento ao desmatamento.

Os escritórios são dedicados ao monitoramento do desmatamento e dos incêndios florestais. A implementação dos espaços incluiu a capacitação de equipes municipais, suporte técnico contínuo e a entrega de mais de 1.800 equipamentos às prefeituras.

“As lideranças nos municípios são parte fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável e no controle do desmatamento. Quando Governo do Brasil, estados e prefeituras trabalham juntos, conseguimos mais efetividade nas políticas, além de criar melhores condições de vida para a população”, reforçou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

O projeto conta com orçamento de R$ 61 milhões, financiado pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia. A execução envolve também agências implementadoras, como o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM).

O prefeito de Altamira, Loredan Mello, reforçou a importância da parceria. "Contar com um espaço dedicado ao monitoramento e à análise de informações ambientais — equipado com computadores, veículos e outros instrumentos — permite que a equipe identifique áreas com indícios de desmatamento e planeje ações de fiscalização mais estratégicas”, destacou o prefeito de Altamira, Loredan Mello.

Já em Mato Grosso, Aripuanã é um dos 21 municípios do estado que aderiram ao programa. A prefeita Seluir Peixer Reghin acredita que essa decisão contribuiu para as ações do poder público local para a preservação do meio ambiente.

“Esse apoio e estrutura com equipamentos, capacitação técnica e disponibilização de dados atualizados de satélite ampliaram a capacidade de resposta do município e consolidaram uma gestão ambiental mais eficiente e integrada”, afirmou.

Os benefícios do programa também são realidade em municípios do Acre. O vice-prefeito de Feijó, Juarez Leitão, avalia que a estrutura já apresenta resultados práticos. Ele cita como exemplo o uso de drones entregues pelo projeto, possibilitando a ágil identificação de focos de queimadas mesmo a dezenas de quilômetros de distância da área urbana.

“Pela primeira vez temos uma equipe mais estruturada. Hoje tem um computador bom, dois laptops, câmera fotográfica, drone, caminhonete. É uma realidade completamente diferente”, reforçou o vice-prefeito.

No ano passado, o Brasil reduziu a área desmatada na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo. Os números tornam-se ainda mais expressivos quando analisados apenas os municípios que participam do União com Municípios.

Entre 2022 e 2025, enquanto em toda a Amazônia Legal, com 773 municípios, a diminuição acumulada no desmatamento foi de aproximadamente 50%, a redução ultrapassou os 65% nas 70 cidades que aderiram ao programa.

Para a coordenadora-geral do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares, esses resultados comprovam o acerto em fortalecer a parceria com as prefeituras.

“O MMA tem ações que impactam diretamente o dia a dia das pessoas. Com o União com Municípios, além dos escritórios de governança, projetos de pagamento por serviços ambientais, recuperação de vegetação e regularizações ambientais e fundiárias são caminhos para transformar, efetivamente, a vida de quem vive na Amazônia”.

União com Municípios
O Programa União com Municípios reconhece o protagonismo dos gestores locais na redução do desmatamento e de incêndios florestais na Amazônia.

Os municípios listados como prioritários para o controle do desmatamento podem aderir voluntariamente. Com cerca de R$ 800 milhões do Fundo Amazônia e do Projeto Floresta + Amazônia (parceria entre MMA, PNUD e GCF), o programa realiza projetos de regularização fundiária e ambiental, implementação de escritórios de governança, pagamento por serviços ambientais e recuperação da vegetação nativa.

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